O Presidente de Moçambique, Daniel Chapo, anunciou a apresentação de uma carteira de 40 a 50 projectos turísticos, dos quais 25 oportunidades estruturadas para parcerias e financiamento, com vista a impulsionar o investimento, gerar empregos e aumentar a participação dos moçambicanos na economia nacional.
O anúncio foi feito nesta Quinta-feira, 05, em Vilankulo, província de Inhambane, durante a abertura da segunda edição do Mozambique Tourism Summit, que decorre sob o lema “Moçambique: Onde África se Reinventa”.
Na ocasião, Daniel Chapo defendeu que o turismo deve assumir um papel estratégico na diversificação da economia e na concretização da independência económica do país, através da sua articulação com sectores como a agricultura, pescas, indústria, transportes, logística, comércio e serviços.
“O desenvolvimento do turismo deve contribuir para dinamizar os sectores produtivos, ampliar as oportunidades de emprego, fortalecer as empresas nacionais e aumentar a participação dos moçambicanos na cadeia de valor da economia”, sublinhou o Chefe de Estado.
Daniel Chapo refere que a estratégia do Governo não se limita ao aumento do número de visitantes, mas pretende igualmente elevar o contributo económico de cada turista, reforçar o conteúdo local, gerar mais divisas e garantir uma distribuição mais abrangente dos benefícios do crescimento do sector.
“Deve-se envolver empresários nacionais, pequenos produtores, pescadores e prestadores de serviços na cadeia de valor do turismo, de modo a transformar o crescimento da actividade numa oportunidade efectiva de desenvolvimento das comunidades”, sublinhou.
No domínio da atracção de investimentos, Daniel Chapo destacou o Projecto Âncora da Marginal Vilankulo–Inhassoro, que prevê a criação de um corredor costeiro de 35 quilómetros, destinado à instalação de hotéis de cinco estrelas, marinas de classe mundial, resorts ecológicos, unidades de restauração de alta gastronomia e zonas residenciais de alto padrão.
O governante apontou igualmente como avanços a introdução da plataforma de visto electrónico e dos Vistos Gold, a criação da Agência Nacional de Desenvolvimento e Investimentos do Turismo (ANDITUR), bem como o estabelecimento da Zona Económica Especial Turística do Corredor Sul, que integra Vilankulo, Pomene e Inhassoro.
A conectividade aérea foi também apontada como uma prioridade para aumentar a competitividade do destino Moçambique, com destaque para a entrada em funcionamento da Solenta Aviation, em colaboração com a Cotur.
Durante a intervenção, o Chefe de Estado convidou investidores nacionais e estrangeiros a transformarem as oportunidades apresentadas em projectos concretos, capazes de gerar empregos e promover o desenvolvimento das comunidades locais.
Para melhorar o ambiente de negócios, reiterou “o compromisso do Governo em combater a corrupção, o crime organizado, os raptos e a burocracia, assim como simplificar os procedimentos de licenciamento turístico e modernizar os serviços administrativos”.
Daniel Chapo defendeu ainda um modelo de turismo sustentável, que concilie o investimento com a conservação da biodiversidade e a protecção dos ecossistemas, valorizando as comunidades que acolhem os empreendimentos.
Na mesma ocasião, lançou a iniciativa “7 Tesouros de Moçambique”, destinada à valorização do património natural, histórico e cultural do país, e anunciou que Moçambique acolherá, em 2027, pela primeira vez, o Fórum Global de Turismo, em parceria com a ONU Turismo e o Instituto Global do Turismo.
A segunda edição do Mozambique Tourism Summit reúne, durante dois dias, em Vilankulo, representantes de cadeias hoteleiras internacionais, companhias aéreas, operadores de cruzeiros, empresas de logística, instituições financeiras, fundos de investimento e operadores turísticos nacionais e estrangeiros.
O encontro integra ainda a 12.ª edição da Feira Internacional de Turismo de Moçambique (FIKANI), o Festival Internacional de Jazz, de 5 a 7 de Novembro, e a primeira edição do Golf Summit, prevista para os dias 7 e 8 do mesmo mês.





