Os operadores bancários da República de Cabo Verde foram chamados a participar do programa de retoma económica do arquipélago, por meio de um acordo para enquadrar a aplicação das linhas de crédito de mais de 80 milhões de euros previstas noPlano de Retoma económica no pós-pandemia, de acordo com o ministro das Finanças do país, Olavo Correia.
O Governo vê no programa “um grande sinal” de confiança em relação ao país, numa altura em que Cabo Verde atravessa uma forte crise resultante da pandemia que arrefeceu as actividades económicas.
“Esta iniciativa representa um grande sinal de confiança em relação ao nosso país, num cenário com tendência difícil e de arrefecimento económico. Estamos a falar de uma linha de financiamento de nove milhões de contos [9.000 milhões de escudos, 82 milhões de euros] que vai abranger as micro, pequenas e médias empresas, para actividades de tesouraria, mas também para investimento”, afirmou o também vice-primeiro-ministro cabo-verdiano.
As declarações de Olavo Correia foram tornadas públicas, há dias, à margem do programa de assinatura de uma adenda aos protocolos do Sistema de Garantia Parcial de Crédito, que estabelece o enquadramento das linhas de crédito constantes do Plano de Retoma económica no pós-pandemia da Covid-19, com todos os bancos comerciais que operam em Cabo Verde.
“As linhas de crédito serão concedidas em condições óptimas para o contexto, com taxa de juro baixíssima, 3,5%, é uma taxa que, até agora, não se ouvia falar no país. Ainda moratórias interessantes em termos de prazos de carência, mas também prazos de pagamento, sobretudo para dar liquidez ao sistema financeiro, e, por outro lado, dar liquidez ao sistema empresarial cabo-verdiano, para que, deste modo, o sistema económico possa investir na retoma da actividade económica”, recordou.
Para o ministro das Finanças, o Governo está a demonstrar, com essa política, que o sistema financeiro e o Executivo estão à altura das responsabilidades que o momento coloca e que o país tem de responder.
O Plano de Retoma da economia cabo-verdiana foi apresentado pelo Governo em 27 de Janeiro último e prevê, entre várias medidas, que as pequenas empresas possam obter financiamentos individuais de até 228 mil euros, as médias empresas até 456 mil euros e as grandes empresas até 913 mil euros.





