Estudo sobre efeitos da Covid-19 nas organizações inédito em Angola

Inicia nesta Quarta-feira, 11 de Maio, em Luanda, um trabalho de campo sobre os efeitos do período pandémico da Covid-19 intitulado “Trabalho no Pós-Pandemia: pistas de acção para um futuro melhor”, sob a égide da Kept People. Em entrevista à FORBES, José Carlos Lourenço, Associated Partner da Kept People, referiu que o estudo "visa dotar…
ebenhack/AP
País será dos primeiros em África com um trabalho de campo desta natureza, com o intuito de afinar a gestão do capital humano no pós-pandemia. A iniciativa é da consultora Kept People.
Economia

Inicia nesta Quarta-feira, 11 de Maio, em Luanda, um trabalho de campo sobre os efeitos do período pandémico da Covid-19 intitulado “Trabalho no Pós-Pandemia: pistas de acção para um futuro melhor”, sob a égide da Kept People.

Em entrevista à FORBES, José Carlos Lourenço, Associated Partner da Kept People, referiu que o estudo “visa dotar os líderes das organizações, e mais especificamente dos responsáveis pelo Capital Humano, de conhecimento técnico e científico para em devido tempo poderem definir planos de ação bem sucedidos” e irá contar com a participação de uma equipa de consultores com as mais diversas qualificações, desde as Ciências Sociais, Psicologia, até as Estatísticas e áreas do conhecimento mais analíticas.

Sobre o estudo em si, refere que “os critérios e as questões formuladas estão alinhadas com os primeiros estudos internacionais que surgiram, com o benefício do benchmarking que será possível realizar. Houve um esforço para se ajustar a nossa realidade em Angola, mas creio que as diferenças fundamentais – a existirem – poderão vir das respostas apuradas e não tanto das perguntas formuladas”.

De acordo com a organização, Angola será um dos primeiros países do continente africano – e mesmo a nível mundial – a produzir conhecimento técnico e cientificamente suportado para agir sobre as consequências das alterações a que as organizações foram forçadas a efectuar pela pandemia da Covid-19.

“Nas vossas empresas, precisamos que nos ajudem a informar os colaboradores da iniciativa e que façam apelo à participação no estudo. Falem connosco, queremos trabalhar juntos e tirarmos o melhor partido do conhecimento que irá ser gerado. Contamos com todos!”, apelou José Carlos Lourenço, lançando o repto a todos os directores de capital humano em Angola.

Apesar de Angola já apresentar boas práticas na gestão do capital humano, há ainda um caminho a percorrer pelo que “não se pode desperdiçar o que de melhor trouxe a transformação digital, mas é possível que seja necessário introduzir correções – ter um bom diagnóstico é sempre meio caminho para se alcançarem as melhores soluções para os desafios”.

Por sua vez, Catarina Patrão, Founder e Managing Partner da Kept People, referiu que a iniciativa enquadra-se no âmbito do exercício da responsabilidade social e está a ser possível com o apoio de várias empresas, a quem aproveitou para agradecer, tais como a Angonabeiro, Cimangola, Embalvidro, Refriango, Standard Bank e a Unitel.

Espera-se que o relatório com as conclusões fique disponível na segunda quinzena de Junho, devendo o primeiro exemplar do documento ser simbolicamente entregue ao Ministério da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social (MAPTSS), “como gesto de partilha deste conhecimento com a sociedade angolana”.

Dentro da perspectiva de partilha, o relatório ficará depois disponível para acesso de todos os
responsáveis de recursos humanos que o solicitarem nas plataformas digitais da consultora Kept People, segundo soube a FORBES.

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