A empresária, investidora e conselheira brasileira Nina Silva foi distinguida, pelo segundo ano consecutivo, no BRICS Women’s Startup Contest, realizado durante a semana do BRICS, na Índia.
Em 2026, o reconhecimento ocorreu na categoria Education and Skill Development e destacou o trabalho desenvolvido pelo ecossistema do Movimento Black Money (MBM).
No ano passado, Nina Silva já havia vencido a mesma categoria, na modalidade Scale-up, com o Afreektech.
O novo reconhecimento reforça uma trajectória construída ao longo de cerca de 25 anos nas áreas de tecnologia, inovação, finanças e gestão corporativa.
Antes de empreender, a empresária participou da liderança de mais de 100 projetos de alta complexidade em empresas nacionais e multinacionais.
Actualmente, a experiência é aplicada no desenvolvimento de um ecossistema que procura conectar educação, tecnologia, dados, capital, digitalização e acesso a mercados, com o objectivo de ampliar oportunidades económicas.
“Receber esse reconhecimento pelo segundo ano consecutivo confirma que construímos uma metodologia com consistência, escala e capacidade de dialogar com desafios que não são apenas brasileiros”, afirmou Nina Silva.
Educação e desenvolvimento de negócios
Um dos braços do ecossistema é o Afreektech, dedicado à educação tecnológica. Segundo os dados divulgados pela organização, a plataforma conta com cerca de 20 mil alunos ativos e mantém também actividades presenciais no Leste Fluminense, no Rio de Janeiro.
Ao longo da sua atuação, iniciativas de formação gratuita terão alcançado aproximadamente 50 mil pessoas.
Entre os conteúdos oferecidos estão dados, inteligência artificial, alfabetização tecnológica e educação financeira, com foco em mulheres, população negra e comunidades periféricas.
O ecossistema também desenvolve programas de apoio à digitalização e preparação de empresas para crescimento.
De acordo com os dados apresentados, plataformas e programas ligados ao grupo já apoiaram mais de 5 mil negócios, incluindo iniciativas de conexão comercial e acesso a capital.
A estratégia é baseada no conceito de Inovabilidade, definido por Nina Silva a partir da combinação entre inovação tecnológica, sustentabilidade, impacto, eficiência operacional e viabilidade económica de longo prazo.
Agendas empresariais na Índia
Além da premiação, Nina Silva integrou a delegação empresarial brasileira coordenada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e participou de diferentes agendas durante a semana do BRICS, em Nova Délhi.
Entre as actividades estiveram o BRICS WBA Women-Led Development Summit, a cerimónia de premiação e eventos relacionados ao BRICS Business Forum.
Segundo a empresária, a experiência na Índia reforçou a importância crescente de temas como infraestrutura digital, inteligência artificial, cadeias produtivas, sistemas financeiros, propriedade intelectual e circulação de capital nas relações entre as economias emergentes.
“O aprendizado mais forte da Índia foi perceber que a nova economia será disputada pela propriedade dos dados, dos algoritmos, da infraestrutura digital, do capital e da propriedade intelectual”, declarou.
Movimento Black Money mira novos mercados
Com o novo reconhecimento internacional, o Movimento Black Money pretende ampliar a sua presença fora do Brasil.
A estratégia prevê levar iniciativas de formação tecnológica e financeira, desenvolvimento de talentos e digitalização de negócios para países do BRICS, países de língua portuguesa e outros mercados.
A expansão deverá ocorrer por meio de parcerias com empresas, governos, fundos de investimento, universidades e organizações locais.
A proposta, segundo a organização, não consiste simplesmente em replicar o modelo brasileiro, mas em desenvolver soluções que possam ser adaptadas às características de diferentes mercados.
A Black Money Inc, holding ligada ao ecossistema, deverá actuar na expansão dessa rede, conectando educação, tecnologia, dados, capital e mercado.
“O prêmio é uma validação, mas não é o ponto de chegada. Queremos transformar essa visibilidade internacional em alianças, novos mercados e capacidade de escala”, afirmou Nina Silva.





