O Governo angolano garantiu, esta Quarta-feira, 25, que as portas do país estão abertas para que empresários e investidores de vários sectores da economia senegalesa possam entrar em Angola e iniciar negócios, numa acção que reafirma o retomar das relações entre os dois Estados.
A garantia foi dada pelo Presidente da República de Angola, João Lourenço, durante um discurso que recepção do homólogo senegalês, Macky Sall, em Luanda, onde se encontra em visita de trabalho, que, segundo a agenda, contempla a assinatura de vários acordos nos domínios económicos, da educação e diplomático.
“A visita de vossa excelência constitui o momento de viragem que as relações de cooperação e intercâmbio entre as nossas nações necessitavam, pelo que lhe transmito o meu agrado e o sentimento de que, durante a sua estadia em Angola, possamos começar a dar passos para a construção de uma relação de amizade e de solidariedade que se quer sólida e que perdure no tempo”, referiu o estadista angolano, dirigindo-se a Macky Sall.
João Lourenço acredita que, com a visita do chefe de Estado Senegalês a Luanda abre-se uma oportunidade na retoma, ao mais alto nível, de questões de interesse mútuo, que contribuam para a intensificação das relações bilaterais entre os Estados.
Na sua intervenção que foi acompanhada pelas delegações dos responsáveis governamentais senegaleses e altos dirigentes da estrutura governativa angolana, o líder angolano não deixou de ressaltar que o largo interregno na relação entre os dois países não impediu nem condicionou que, desde Janeiro deste ano, se começasse a traçar o quadro jurídico-diplomático sobre o qual deverá assentar a cooperação e intercâmbio.
Para já, está previsto a assinatura do Acordo Geral de Cooperação Técnica, Científica e Económica, que foi uma importante janela para que, na mesma altura, se possam rubricar outros instrumentos como o acordo de supressão de vistos em passaportes diplomáticos, oficiais e de serviço, e a criação da comissão mista bilateral.
“Este marco jurídico deve ser visto como o ponto de partida de uma série de outras iniciativas que podemos assumir em sectores importantíssimos da vida nacional dos dois países, onde destaco os da agricultura, transportes, petróleo e gás, cultura, hotelaria e turismo, finanças, banca e negócios, indústria e comércio, saúde e outros, que serão a alavanca impulsionadora do relançamento e dinamização da cooperação económica e do intercâmbio empresarial entre Angola e o Senegal, de modo a obtermos benefícios mutuamente vantajosos”, elencou Lourenço.
Assim, o Chefe de Estado angolano considera ainda que as acções agora em curso poderão proporcionar um ambiente empresarial mais atractivo e seguro, susceptível de facilitar a mobilização de empresas nos dois sentidos e promover investimentos que certamente servirão de base para o aproximar das relações de amizade e de cooperação entre os países.
Lourenço não deixou de fazer alusão às lutas de libertação nacional protagonizadas pelos líderes e ícones da independências dos dois países. Apontou Agostinho Neto e Leopol Senghor como figuras incontornáveis dessas conquistas, menções que não ficaram esquecidas exactamente numa altura em que se celebrava o Dia de África.





