O Sindicato Nacional dos Empregados Bancários de Angola (SNEBA) desafiou o presidente da comissão executiva do Banco de Comércio e Indústria (BCI) a apresentar “cópia do estudo diagnóstico” elaborado e que, supostamente, terá determinado o processo de redimensionamento do número de colaboradores e de encerramento de unidades de negócios “não rentáveis”, no sentido de acompanhar todo o processo de cessação por mútuo acordo, entre outras nuances.
Num comunicado a que a FORBES ÁFRICA LUSÓFONA teve acesso, o SNEBA informa ter reunido nesta Segunda-feira, 27, com o presidente da comissão executiva daquela instituição bancária, com o objectivo de avaliar a situação dos trabalhadores, no âmbito do processo de restruturação em curso naquela instituição, recentemente privatizada.
Na ocasião, avança o Sindicado dos Empregados Bancários de Angola, o PCE do BCI, Paulo de Sousa, explicou que a saída do banco da esfera pública no passado mês de Abril implica a realização de um diagnóstico para aferição da situação financeira do banco, tendo em atenção que, nos últimos anos a instituição tem vindo a encerrar os exercícios económicos com resultados negativos.
Após ter ouvido a Comissão Executiva do banco em causa em relação à privatização, que resultou do programa do governo angolano, o sindicato exigiu que se tomem medidas, considerando o que está plasmado na legislação, de modo a salvaguardar os direitos e interesses dos trabalhadores.
“Ainda para melhor defender os direitos e os interesses dos seus filhados, a direcção exigiu que lhe fosse entregue o pacote de compensações a atribuir aos aderentes do processo de cessação por mútuo acordo”, lê-se no documento.
Entretanto, o SNEBA reitera o conselho aos seus filhados no sentido de não assinarem qualquer documento, sob que pretexto for, enquanto estes suportes não forem entregues e analisados minuciosamente.
De recordar que, recentemente, o Sindicato Nacional dos Empregados Bancários de Angola havia avançado, igualmente em comunicado, que tinha recebido informações de actos praticados pela direcção do BCI, que considerou, na altura, não estarem a obedecer às normas de gestão.
Na sequência das frequentes informações que davam conta de exonerações a chefias e despedimentos/dispensas de trabalhadores “sem critérios aparentes”, o SNEBA solicitou um encontro com o PCE do BCI, para que, formalmente, fosse informado da real situação, algo que veio a acontecer no início desta semana.
Pedro Mbinza





