Habitantes da ilha do Príncipe poderão receber um dividendo “natural”

A partir do próximo ano os habitantes da ilha do Príncipe, em São Tomé e Príncipe, poderão receber um “dividendo natural”, como forma de partilhar os benefícios da conservação diretamente com os residentes da ilha, reconhecendo o valor do “ambiente único e biodiverso da região”, elevada a categoria de “Reserva da Biosfera da UNESCO” desde…
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Investidor propõe um dividendo natural como iniciativa para partilhar os benefícios da conservação com os residentes da ilha em São Tomé e Príncipe
Economia

A partir do próximo ano os habitantes da ilha do Príncipe, em São Tomé e Príncipe, poderão receber um “dividendo natural”, como forma de partilhar os benefícios da conservação diretamente com os residentes da ilha, reconhecendo o valor do “ambiente único e biodiverso da região”, elevada a categoria de “Reserva da Biosfera da UNESCO” desde 2012.

A proposta é de Mark Shuttleworth, investidor em projetos de conservação, ecoturismo e desenvolvimento social no Príncipe nos últimos 12 anos, e ainda vai ser submetida a uma consulta pública dos habitantes da ilha, prevendo-se que os valores sejam entregues de 3 em 3 meses. A adesão, voluntária e gratuita, requer uma conta bancária local e informação actualizada para os pagamentos.

“Vamos criar um orçamento de capital como parte do Fundo para fazer pagamentos únicos em dinheiro àqueles que fazem escolhas de capital que reforçam permanentemente os ecossistemas para benefício de todos”, promete o investidor.

A proposta detalha ainda que “o dividendo natural é um fluxo de rendimento para a população local que reflecte o valor dos serviços ecossistémicos renováveis na sua propriedade, no seu bairro e na sua região”.

A sugestão do investidor em projetos de conservação, ecoturismo e desenvolvimento social no Príncipe adianta que “estamos interessados em construir uma ponte entre realidades económicas muito diferentes. Por um lado, o Ocidente rico, que expressa uma paixão pela sustentabilidade, sensibilidade climática, desenvolvimento ecologicamente sensível. Por outro, as comunidades economicamente mais desfavorecidas, mas que também têm ecossistemas intactos que poderiam ser protegidos”.
Segundo o documento, Shuttleworth vai financiar o subsídio por um período piloto de avaliação, com um orçamento anual de dividendos naturais de 1 a 3 milhões de dólares americanos para 3 anos. Se o projeto-piloto for bem-sucedido, acrescenta a proposta, há um elevado grau de certeza de que o financiamento a este nível continuará por vários anos, com a participação de outras organizações e indivíduos, que poderão participar no financiamento futuro.

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