EUA desafia Cabo Verde a apresentar candidatura à Comissão da ONU para os Direitos Humanos

A embaixadora dos Estados Unidos da América (EUA) nas Nações Unidas, Linda Thomas-Greenfield, desafiou este Domingo, 07, na cidade da Praia, o Governo de Cabo Verde a apresentar candidatura à Comissão das Nações Unidas para os Direitos Humanos, durante um encontro que manteve com o primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, após uma visita de quatro…
ebenhack/AP
Em visita recente ao arquipélago, a embaixadora dos Estados Unidos da América nas Nações Unidas desafiou o governo cabo-verdiano a candidatar-se à Comissão da ONU para os Direitos Humanos.
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A embaixadora dos Estados Unidos da América (EUA) nas Nações Unidas, Linda Thomas-Greenfield, desafiou este Domingo, 07, na cidade da Praia, o Governo de Cabo Verde a apresentar candidatura à Comissão das Nações Unidas para os Direitos Humanos, durante um encontro que manteve com o primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, após uma visita de quatro dias a África.

Ao apresentar os detalhes do encontro, em conferência de imprensa, o ministro dos Negócios Estrangeiros de Cabo Verde, Rui Figueiredo Soares, explicou que a sugestão dos Estados Unidos da América, segundo a embaixadora, “surge pelo facto do arquipélago ser um país exemplar em termos de democracia e respeito pelos direitos do homem”.

Rui Soares assegurou que o país considerou a sugestão com muita atenção, revelando uma possível candidatura de Cabo Verde à Comissão dos Direitos Humanos, “já que são defensores intransigentes dos Direitos Humanos na arena internacional”.

Por outro lado, o governante cabo-verdiano referiu a Lusa que o país pretende, “efectivamente”, desempenhar um papel efectivo ao nível dos Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento.

“As alterações climáticas atingem especialmente os Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento e Cabo Verde tem condições para, ao nível de investigação científica, ao nível das propostas para os oceanos, também dar uma contribuição para que estas questões que afectam todas as comunidades sejam de facto resolvidas”, concluiu o ministro, citado pela Lusa.

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