Resultados definitivos confirmam vitória do MPLA com 51,17% dos votos

Os resultados definitivos das eleições gerais de 24 de Agosto deste ano em Angola, confirmam a vitória do Movimento Popular para Libertação de Angola (MPLA) com 51,17% dos votos, o que garante ao partido dos camaradas 124 assentos para deputados na Assembleia Nacional. Os dados apresentados na tarde desta Segunda-feira, 29, pelo Presidente da Comissão…
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Reagindo a reeleição, João Lourenço agradeceu ao povo pelo voto de confiança. Por sua vez, Adalberto Costa Júnior promete usar os meios legais para protestar os dados da Comissão Nacional Eleitoral.
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Os resultados definitivos das eleições gerais de 24 de Agosto deste ano em Angola, confirmam a vitória do Movimento Popular para Libertação de Angola (MPLA) com 51,17% dos votos, o que garante ao partido dos camaradas 124 assentos para deputados na Assembleia Nacional.

Os dados apresentados na tarde desta Segunda-feira, 29, pelo Presidente da Comissão Nacional Eleitoral (CNE) de Angola, Manuel Pereira da Silva, atribuem a União Nacional para a Independência de Total de Angola (UNITA), o segundo lugar, com 43,95% do sufrágio, o que lhe permitiu quase que duplicar o número de deputados para 90, no Parlamento.

Na sua primeira declaração a imprensa, depois de ser declarado o vencedor para continuar a dirigir os destinos do país por mais cinco anos, o Presidente do partido que governa Angola desde 1975, João Lourenço, afirmou que “o povo angolano decidiu de forma inequívoca” que desejam um Executivo do MPLA para os próximos, reforçando ainda que “o voto no MPLA foi um voto de confiança”.

Por sua vez, Adalberto Costa Júnior, Presidente do maior partido da oposição, avançou a imprensa que vai contestar, por via legal, os dados apresentados pela Comissão Nacional Eleitoral, garantindo que a sua formação política teve mais votos que os anunciados.

Os dados escrutinados pela CNE avançam ainda que o Partido de Renovação Social (PRS) ficou em terceiro lugar, com 1,14% dos votos (2 deputados), a Frente Nacional para Libertação de Angola (FNLA), em quarto, com 1,06% (2 deputados), Partido Humanista de Angola (PHA), em quinto, com 1,02% (2 deputados).

Em sexto aparece a Convergência Ampla para a Salvação de Angola – Coligação Eleitoral (CASA-CE), com 0,76%, sem a possibilidade de eleger qualquer deputado, condição idêntica da Aliança Patriótica Nacional (APN), com 0,48% e o Partido Nacionalista para a Justiça em Angola (P-NJANGO), com 0,42%, em sétimo e oitavo lugar, respectivamente, de acordo com a CNE.

Nestas que foram as quintas eleições em Angola, estiveram registados mais de 14 milhões de eleitores, tendo apenas votado pouco mais de 6 milhões, o marcou o pleito como sendo o que maior nível de abstenção registou na história da democracia do país até ao momento, aos se fixar nos 55,18%.

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