O primeiro-ministro de Cabo Verde, José Ulisses Correia e Silva, garantiu, há dias, na cidade da Praia, que o Governo vai aprovar uma Lei de Bases do Sistema Nacional de Política Externa, com o objectivo de reforçar o Ministério dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e Integração Regional, enquanto órgão central na condução da política externa e na coordenação das articulações necessárias à criação de sinergias e complementaridades na implementação do Programa do Governo.
O chefe do Executivo cabo-verdiano, que falava à margem das celebrações do dia da diplomacia de Cabo Verde, comemorada este ano pela primeira vez no passado dia 16 de Setembro, explicou que a data celebra “muito particularmente o diplomata, servidor público permanente da política externa, que vela pela redução dos riscos externos e que identifica oportunidades que servem o interesse nacional e as relações de Cabo Verde no mundo, sejam essas relações e esses interesses, políticos, económicos, culturais, sejam ainda ao nível da paz, da segurança, da defesa, da ciência, das tecnologias e do direito internacional”.
Num comunicado publicado no website do Governo de Cabo Verde consultado pela FORBES ÁFRICA LUSÓFONA, o primeiro-ministro garante que o Executivo vai continuar a implementar as medidas que terão em conta a complexidade e a sofisticação da actividade diplomática, na presente conjuntura e num futuro imediato.
“Em primeiro lugar, o reforço selectivo do processo de acesso e de promoção na carreira e a introdução de mecanismos de capacitação permanentes, em função do grau e percurso profissional do diplomata em domínios técnicos especializados e do conhecimento de línguas, fazendo parte deste processo a instalação, em curso, do Instituto Diplomático”, sustentou.
Entre as medidas a serem implementadas pelo Governo de Cabo Verde, face ao desenvolvimento dos diplomatas nacionais, estão a adopção de uma estratégia nacional de política externa em fase de preparação, com destaque para a definição de uma agenda de diplomacia económica, visando servir as oportunidades económicas do país e a atracção de investimento externo, em particular.





