Perto de 64 milhões de dólares é o valor que o Fundo Monetário Internacional (FMI) vai desembolsar, até Dezembro deste ano, depois de ter aprovado a primeira avaliação do programa de assistência financeira para Moçambique, estando a decisão sujeita a aprovação final da direcção.
“A equipa técnica do FMI e as autoridades moçambicanas chegaram a acordo sobre as políticas que podem sustentar a aprovação do conselho de administração da primeira avaliação do programa de assistência financeira e levar ao desembolso de cerca de 63,8 milhões de dólares”, escreve a instituição financeira internacional numa nota consultada pela Lusa.
Apesar de reconhecer “a recuperação económica contínua”, com a previsão de um crescimento de 3,8% neste ano naquele país, o FMI alerta para o desafio que é colocado pelo aumento dos preços internacionais dos alimentos e dos combustíveis. A equipa técnica da instituição financeira internacional admite as dificuldades mundiais, mas salienta que o Governo moçambicano tem “reagido bem e de forma proativa”, assim como na aplicação de medidas através do banco central.
“Todas as metas quantitativas e qualitativas definidas para a primeira avaliação foram cumpridas e foi feito um bom progresso na agenda estrutural, de forma geral; para o futuro, o ambiente macroeconómico continua desafiante”, lê-se no comunicado.
O Fundo Monetário Internacional reconhece que as autoridades (moçambicanas) querem continuar a implementar a sua ambiciosa agenda de reformas, incluindo a nova lei sobre o fundo soberano, a reforma dos salários da administração pública e as alterações à lei da probidade pública”.
Em 09 de maio, Moçambique recebeu ‘luz verde’ do FMI para o primeiro programa oficial de apoio ao país, (excluindo pandemia e ciclones) depois da suspensão provocada em 2016 pelo escândalo das dívidas ocultas, permitindo o desembolso da primeira tranche de 91 milhões de dólares (89,45 milhões de euros) do empréstimo do FMI, no valor de 470 milhões de dólares (462 milhões de euros) até 2025.





