Os prémios de seguro directo em Angola, em 2021, cresceram em termos globais cerca de 24,15%, comparativamente a 2020, com o ramo “Vida” a registar o maior crescimento, cerca de 52,10%, seguido pelo “Incêndios e Elementos da Natureza”, com 42,99%, aparecendo no terceiro lugar o ramo “Petroquímica”, com 42,79%.
Os dados constam do Relatório de Mercado apresentado nesta Terça-feira,11, pela Agência Angolana de Regulação e Supervisão de Seguros (ARSEG)
O documento mostra que o ramo com maior peso na estrutura da carteira do mercado continua a ser o de “Acidentes, Doenças e Viagens”, que representou em 2021 cerca de 48,69% do total de prémios de seguro directo, seguido do “Petroquímica” (21,65%), vindo a seguir o ramo “Automóvel”, com aproximadamente 9% na estrutura global de prémios de 2021.
Apesar do maior crescimento regular dos prémios do ramo “Vida” no último ano, o relatório revela que o seu peso na carteira global de prémios “continua muito residual”, aproximadamente 2,82%. Entretanto, adianta que há um nível de concentração “muito forte” da carteira de prémios em “Acidentes, Doenças e Viagens” pois, “continua a representar cerca de 48,21% da carteira total de prémios”.
Por outro lado, a ARSEG dá conta, no relatório, que as indeminizações registaram um aumento de cerca de 11,18%, de mais de 92 mil milhões de kwanzas em 2020, para mais de 102 mil milhões de kwanzas em 2021. Assim como nos prémios, indica o documento, o ramo com maior representatividade foi o de “Acidentes Doenças e Viagens”, que teve um “peso significativo” na estrutura de custo das indemnizações de 66,92% do total. Já o ramo “Incêndios e outros Elementos da Natureza” registou a maior variação no valor das indeminizações, com cerca de 746%, seguido pelo “Outros Danos em Coisas” (200%).
O Relatório de Mercado avança ainda que a taxa de sinistralidade global, que tem observado reduções ao longo dos últimos anos, andou à volta dos 37% no ano passado, representando uma redução da sinistralidade de apenas 4.32 pontos percentuais (pp), por causa do aumento dos prémios que foi superior ao das indeminizações.
Quanto ao resseguro, que o regulador do mercado diz desempenhar um papel crucial na gestão do negócio das empresas seguradoras na pulverização do risco, terão saído do país em 2021, segundo a ARSEG, divisas equivalentes a cerca 96.066 milhões de kwanzas, sob a forma de prémios de resseguro cedido, sendo que a taxa de cedência ao resseguro o ano passado foi de 35,58%.
Por seu turno, os fundos de pensões não registaram alterações, no final do exercício de 2021, período em que se continuou a registar a gestão de 36 fundos, dos quais 27 fechados e 9 abertos, sendo que os fechados conservaram a maior expressão no mercado. O relatório adianta que se registou uma redução de 7% dos fundos geridos em relação ao ano anterior, cifrando-se em cerca de 529 mil milhões de kwanzas.
O ano de 2021 terminou com 22 seguradoras autorizadas a explorar o “Ramo Vida” e o “Ramo os Não Vida”, 99 mediadores (Pessoa Colectiva) e 1.351 mediadores (Pessoa individual). Quanto aos fundos de pensões, no ano passado o mercado com oito entidades, sendo quatro fundos e quatro seguradoras autorizadas, que geriram no total 36 fundos de pensões.





