O projecto de construção da Zona Franca de Desenvolvimento Integrado da Barra do Dande (ZFDIBD) está a atrair não só a atenção de empresários nacionais, como de internacionais que demonstram interesse em investir na área.
A informação foi avançada pelo Presidente do Conselho de Administração da Sociedade de Desenvolvimento da Barra do Dande (SDBD), Joaquim Piedade, no encontro que serviu para a apresentação do projecto.
“Temos concorrentes nacionais, maioritariamente, também temos concorrentes estrangeiros. Sabemos nós por alguns concorrentes que os nacionais estão à procura de parceiros internacionais para com eles investirem na Zona Franca da Barra do Dande”, disse o responsável.
Joaquim Piedade garante que já está montada uma estratégia para impedir que questões burocráticas sejam um entrave para a materialização dos planos traçados.
“Nós queremos ser a instituição que vai absorver as dores de cabeça dos investidores, que estarão focados em fazer o que sabem melhor, transformar e produzir. Nós vamos montar um guiché do investidor. Vamos colocar todos os serviços que são necessários para o bom funcionamento do investidor, seremos nós [SDBD] a resolver todas estas questões burocráticas”, referiu.
Por sua vez, a governadora da província do Bengo, Maria Antónia Nelumba, disse que o projecto vai incentivar o desenvolvimento industrial para aquela zona do país.
“É um projecto de extrema importância para a província do Bengo. Vai, de certa maneira, provocar um grande desenvolvimento industrial e vai ser de grande valia para a população. O que temos que fazer é cuidarmos da zona e trabalhar para a formação técnica dos nossos jovens a nível local, para que eles tenham a oportunidade de serem os primeiros beneficiários”, disse a governante.
Com a previsão de ser instalado numa área de mais de cinco mil hectares, o projecto de construção da Zona Franca de Desenvolvimento Integrado da Barra do Dande, que inclui um contrato de 30 anos mais 25, apresenta quatro componentes consideradas nucleares, nomeadamente, o terminal marítimo portuário, silos para a reserva estratégica alimentar, refinaria de óleo alimentar e o parque fotovoltaico.
O prazo para a entrega de candidaturas termina no dia 15 de Novembro. A previsão é que até 2027 esteja concluída a primeira fase e que vários empreendimentos estejam já em funcionamento.





