Banco de Cabo Verde estuda introdução de moeda digital e alerta para os riscos

O Banco de Cabo Verde está a analisar a introdução da moeda digital no país, que deverá acontecer nos próximos dois anos, mas vai alertando para os riscos do uso sem a devida regulamentação. A administradora responsável pelo pelouro de Sistema de Pagamentos do Banco de Cabo Verde (BCV), Antónia Lopes, referiu que a introdução…
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A nova lei orgânica vai permitir ao regulador bancário cabo-verdiano a emissão da moeda digital, mas para isso será preciso a aprovação do regulamento no parlamento, de acordo com o banco central.
Economia

O Banco de Cabo Verde está a analisar a introdução da moeda digital no país, que deverá acontecer nos próximos dois anos, mas vai alertando para os riscos do uso sem a devida regulamentação.

A administradora responsável pelo pelouro de Sistema de Pagamentos do Banco de Cabo Verde (BCV), Antónia Lopes, referiu que a introdução da moeda digital faz parte do nosso plano estratégico 2021-2024 do banco. “Estamos a fazer estudos, há que analisar os impactos em termos da política monetária, em termos dos riscos que também traz para o sector financeiro, há que analisar os tipos de moedas e o limite para o anonimato”, disse.

A responsável, que falava na cidade da Praia, à margem de um workshop sobre “os “desafios da transformação digital no sector de pagamentos em Cabo Verde”, que antecede o IX Encontro de Sistema de Pagamentos dos Bancos Centrais da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), afirmou que a nova lei orgânica vai permitir ao regulador bancário cabo-verdiano a emissão da moeda digital, mas para isso será preciso a aprovação do regulamento no parlamento.

“Já sinalizámos ao Governo a necessidade de atribuir competências ao Banco de Cabo Verde para regular esse segmento, para permitir a quem quer prestar esse tipo de actividade ter a regulamentação necessária, mas sobretudo em termos da lavagem de capitais e combate ao financiamento do terrorismo”, prosseguiu.

No entanto, de acordo com a Lusa, um estudo apresentado em Setembro de 2021 apontou os serviços de pagamento tendencialmente gratuitos (abertura de conta, depósitos, levantamentos, balcão e ATM) como o maior constrangimento para a implementação da moeda electrónica em Cabo Verde.

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