Cabo Verde prorroga compensação estatal por mais quatro meses

O Governo cabo-verdiano voltou a prorrogar, por mais quatro meses, a compensação estatal em vigor destinada a manter fixo o preço do milho e evitar uma subida de 23%. “Cabo Verde continua a enfrentar os efeitos da pandemia da Covid-19, da guerra na Ucrânia e da crise inflacionária, impactando de forma negativa o sistema agroalimentar,…
ebenhack/AP
A medida do Governo serve para travar o aumento de pelo menos 23% no milho, permitido manter o valor nos importadores.
Economia Negócios

O Governo cabo-verdiano voltou a prorrogar, por mais quatro meses, a compensação estatal em vigor destinada a manter fixo o preço do milho e evitar uma subida de 23%.

“Cabo Verde continua a enfrentar os efeitos da pandemia da Covid-19, da guerra na Ucrânia e da crise inflacionária, impactando de forma negativa o sistema agroalimentar, mormente, o preço dos produtos alimentares de primeira necessidade (PAPN), da matéria-prima para a ração animal e a própria segurança alimentar e nutricional das famílias”, justifica o Governo numa resolução aprovada esta semana em Conselho de Ministros.

O documento, consultado pela Lusa, acrescenta que considerando os dados actualizados dos preços, dos stocks do milho, da actividade pecuária e da situação alimentar e nutricional no país, se a medida – aprovada em Março de 2022 e prorrogada por três meses no final do ano – fosse descontinuada, o saco de cinquenta quilogramas de milho de segunda passaria a custar 26,20 euros, o que significaria mais 541 escudos (4,90 euros), equivalente a um aumento de 23% para os compradores deste produto.

“De realçar que mais de 85% do milho de segunda importado destina-se ao fabrico da ração animal, o que explica o impacto ainda negativo e significativo da descontinuidade da medida no sistema agroalimentar”, lê-se na resolução.

Mais Artigos