O Governo de Cabo Verde vai abrir, nos próximos dias, na província angolana de Benguela, um consulado honorário. A abertura do referido consulado resulta da elevação do actual posto consular cabo-verdiano naquela província e terá um cônsul residente.
“Ainda não podemos divulgar quem é”, frisou o embaixador do arquipélago em Angola, Júlio Morais, assegurando que estão a ser criadas as condições para melhor proteger e tratar a comunidade do seu país em Angola, particularmente da província de Benguela.
O embaixador de carreira, Júlio Morais considera, referiu que Cabo Verde e Angola são países irmãos, por conta de ligações de laços de longa data, desde antes das suas independências do então regime colonial português.
A propósito, lembrou que Benguela foi o primeiro local onde se fixaram as primeiras comunidades cabo-verdianas emigradas para Angola, em meados do século passado, depois da crise de fome de 1947 e 1948 no arquipélago.
Estes cabo-verdianos, disse, vieram trabalhar em regime de contratados para as açucareiras, sobretudo, em Benguela, Caxito, Bom Jesus, Algodoeira, Cabinda e nas plantações de sisal.
O embaixador de Cabo Verde fez saber que está em curso uma campanha para atribuição de nacionalidade para descendentes de primeira e de segunda geração de todos os cidadãos do seu país. Este processo, de acordo com o diplomata, está a registar uma fluência significativa, com maior número no posto consular em Benguela.
“Nós estamos a apontar quase duas centenas de milhares de cabo-verdianos de segunda geração”, frisou, mostrando-se satisfeito com a forma como foi recebido pela comunidade do seu país naquela província costeira de Angola para a troca de impressões.





