Câmara de Comércio e Indústria Angola-Moçambique surge para consolidar relações comerciais entre os dois países

A Câmara de Comércio e Indústria Angola-Moçambique (CCIAM) quer fortalecer e criar oportunidades solidas de negócios entre os dois países, assegurou nesta Quarta-feira, 15, em Luanda, a presidente daquele organismo, Célia Cipriano. A responsável, que falava durante o lançamento da instituição, considerou o momento "marcante", não apenas para a comunidade empresarial de Moçambique e Angola,…
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Presidente da Câmara de Comércio e Indústria Angola-Moçambique, Célia Cipriano, diz que a missão da instituição é facilitar o comércio e o investimento, promovendo uma rede empresarial.
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A Câmara de Comércio e Indústria Angola-Moçambique (CCIAM) quer fortalecer e criar oportunidades solidas de negócios entre os dois países, assegurou nesta Quarta-feira, 15, em Luanda, a presidente daquele organismo, Célia Cipriano.

A responsável, que falava durante o lançamento da instituição, considerou o momento “marcante”, não apenas para a comunidade empresarial de Moçambique e Angola, mas também para o futuro de uma colaboração económica e comercial.

“A nossa missão é facilitar o comércio e o investimento, promovendo uma rede empresarial mais forte e uma compreensão mútua aprofundada”, referiu Célia Cipriano, garantindo que a CCIAM será uma hub, onde empresas angolanas e moçambicanas poderão explorar oportunidades de investimento, parcerias e colaborações.  

No que diz respeito à inovação e ao desenvolvimento, a presidente da Câmara de Comércio e Indústria Angola-Moçambique avança que ambicionam promover sectores-chave como agricultura, energia, mineração e tecnologia.

A a embaixadora de Moçambique em Angola, Osvalda Joana, que testemunhou o lançamento da CCIAM, referiu, na ocasião, que o surgimento da instituição constitui uma contribuição valiosa do sector privado no incremento das relações comercias entre os dois países, “que vai aumentar o volume de negócios, tal como sempre foi recomendado pelos dois chefes de Estados, João Lourenço e Filipe Nyusi”.

“A expectativa é que esta câmara, sem margem de dúvida, seja uma das plataformas para a dinamização e reforço positivo de ambos os países. Com ela, se vai garantir o acesso facilitado para os mercados entre os dois países. Por outro lado, estimulará a partilha de tecnologia e matérias-primas, melhorando um ambiente global do comércio”, afirmou.

Por sua vez, o presidente do conselho de administração da Agência de Investimento Privado e Promoção das Exportações de Angola (AIPEX), Lelo Francisco, também presente no acto, avançou que nos últimos cinco anos, o Governo [de Angola] tem feito importantes reformas económicas, melhorando o ambiente de negócios.

Entretanto, lamentou o baixo nível do comércio bilateral. “As relações comerciais entre Angola e Moçambique ainda são muito incipientes, quase ou nada nós trocamos comercialmente, tendo em atenção as potencialidades que temos”, lamentou.  

Segundo o responsável da AIPEX, actualmente, começam a surgir sinais de algum interesse do empresariado moçambicano pelo mercado nacional angolano, sendo que a sua instituição tem tido contacto com importantes empresas de Moçambique interessadas em seguimentos que Angola pretende diversificar.

“Com esta câmara, esperamos que, naturalmente, esta relação seja mais estreita possível e que a câmara ajuda a dinamizar essas intenções de investimento”, disse.

Quem também reagiu ao surgimento da CCIAM foi o representante do Banco Mundial em Angola. Para Juan Alvarez, este tipo iniciativa permite promover a integração regional e atracção de investimento estrangeiro para ambos os países. “Nós [Banco Mundial] acreditamos que nesse momento Angola tem uma janela de oportunidade para continuar a promover o desenvolvimento de um ambiente de negócios favorável”, realçou.  

Opinião idêntica tem Pietro Toigo, representante do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) para Angola e São Tomé e Príncipe, para quem este organismo [CCIAM] tem a oportunidade de fomentar não só as trocas comerciais entre os países africanos, mas também a troca de ideia, tecnologia e técnicas, que considera serem “os ingredientes principais para o crescimento económico”.

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