Presidente do júri dos Prémios SIRIUS garante transparência no processo de selecção

A presidente do júri da 10.ª edição dos Prémios SIRIUS e primeira-dama da república de Angola, Ana Dias Lourenço, garantiu esta semana, em Luanda, a manutenção de maior transparência, tal como nas edições anteriores da iniciativa independente da Deloitte, que visa distinguir as boas praticas de gestão empresarial e os projectos com impacto do desenvolvimento…
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Criação de um primeiro passo de manifestação de interesse em que cada entidade regista a sua intenção de se candidatar a um ou vários prémios é a novidade para a edição deste ano.
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A presidente do júri da 10.ª edição dos Prémios SIRIUS e primeira-dama da república de Angola, Ana Dias Lourenço, garantiu esta semana, em Luanda, a manutenção de maior transparência, tal como nas edições anteriores da iniciativa independente da Deloitte, que visa distinguir as boas praticas de gestão empresarial e os projectos com impacto do desenvolvimento económico e social angolano.

“Nesta edição, nós vamos manter o princípio de ética e de boa conduta na condução do processo de selecção”, assegurou à FORBES ÁFRICA LUSÓFONA Ana Dias Lourenço, questionada sobre a transparência no processo, tendo em conta que  na 9.ª edição dos Prémios SIRIUS, a Deloitte Angola decidiu excluir dos mesmos as candidaturas apresentadas pela Bolsa de Valores e Dívida de Angola (Bodiva), Recredit e pelo presidente do conselho de administração da Recredit, Walter Barroso, por potenciais conflitos de interesse com alguns membros do júri.

Durante a conferência de imprensa de apresentação da 10ª edição dos Prémios SIRIUS, a presidente do júri sustentou que não vão beneficiar ninguém.

“Se tiver o mérito de ganhar o prémio, vai ganhar, mas não vai ganhar por ser irmão, primo ou marido de algum membro do júri”, disse Ana Dias Lourenço, reforçando que “isso nunca vai acontecer”

Entretanto, a edição deste ano trás uma novidade no processo de candidatura das empresas e organizações. De modo a facilitar a submissão de cada processo, foi criado um primeiro passo de manifestação de interesse em que cada entidade regista a sua intenção de se candidatar a um ou vários prémios.

“Este passo permitirá tornar mais simples todo o processo seguinte de submissão das candidaturas”, referiu Ana Dias Lourenço.

Entretanto, as organizações poderão apresentar projectos, desenvolvidos em Angola ao longo do ano de 2023, nas categorias, “Prémio Empresa do Ano – Sector Financeiro”, “Prémio Empresa do Ano – Sector Não Financeiro”, “Prémio de Empreendedorismo”, “Prémio de Responsabilidade Social”, “Prémio Gestor do Ano”, “Prémio Melhor Programa de Desenvolvimento Digital/ Tecnológico” e “Prémio Melhor Programa de Desenvolvimento do Capital Humano”. Para o efeito, as candidaturas estão abertas até 02 de Fevereiro do próximo ano, no portal www.premiosirius.com.

Aos jornalistas o presidente da Deloitte Angola, José Barata, referiu que existem hoje no país diversas reformas para melhorar o ambiente de negócios e atrair investimento externo. As reformas, explicou, incluem medidas para simplificar os procedimentos administrativos, reduzir a burocracia e fomentar a transparência. “Existe uma estratégia clara na criação de um ambiente propício ao crescimento económico e ao investimento, quer nacional, quer estrangeiro”, indicou.

No entender de José Barata, “o desenvolvimento de infra-estruturas, fundamental para o desenvolvimento económico angolano, sendo que o investimento em projectos de infra-estruturas rodoviárias, ferroviárias e aeroportuárias, entre outras”, irão facilitar o movimento de bens e pessoas, e abrir novas oportunidades para a actividade económica

“O crescimento económico é indissociável do desenvolvimento sustentável e social. O progresso económico impacta a melhoria significativa na qualidade de vida de todos os angolanos. Da educação à saúde, o acesso equitativo às oportunidades económicas são prioridades-chave no desenvolvimento do país”, considerou Barata.

Os prémios SIRIUS, segundo recordou o presidente da Deloitte Angola, são uma aposta no reconhecimento dos principais projectos realizados em Angola e instrumento de promoção para a melhoria das condições do mercado “e dão potencialmente palco a inúmeras pessoas e organizações que todos os dias se dedicam a impulsionar o crescimento do país”.

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