Bancos e instituições financeiras não bancárias suspeitos de branqueamento em Angola

Bancos e instituições financeiras não bancárias ligadas à moeda e crédito, instituições financeiras não bancárias ligadas à actividade seguradora, casinos, negociadores de metais e advogados são instituições suspeitas de esquemas de branqueamento de capitais em Angola, diz relatório. Segundo o Relatório Anual da Unidade de Informação Financeira (UIF) 2022 de Angola, tornado público esta semana,…
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Segundo o Relatório Anual da Unidade de Informação Financeira 2022 de Angola, as referidas instituições contêm indicadores de suspeição de estarem em curso crimes de branqueamento de capitais.
Economia

Bancos e instituições financeiras não bancárias ligadas à moeda e crédito, instituições financeiras não bancárias ligadas à actividade seguradora, casinos, negociadores de metais e advogados são instituições suspeitas de esquemas de branqueamento de capitais em Angola, diz relatório.

Segundo o Relatório Anual da Unidade de Informação Financeira (UIF) 2022 de Angola, tornado público esta semana, as referidas instituições contêm indicadores de suspeição, modelos de actuação ou comportamentos, esquemas passíveis de estar em curso ou poder ocorrer crimes de branqueamento de capitais, financiamento do terrorismo ou outro crime subjacente.

“Estes indicadores resultam da observação de diversos movimentos bem como de diversos comportamentos em distintas situações concretas”, refere-se no relatório.

O estudo agrupa os referidos indicadores por área de actuação ou ramo de actividade, nomeadamente bancos e instituições financeiras não bancárias ligadas à moeda e crédito, “resultantes das declarações de operações suspeitas e as declarações de identificação de pessoas designadas”.

Angola travou operações suspeitas de 323,8 milhões de euros em 2022

Por outro lado, a Unidade de Informação Financeira (UIF) angolana assegura que autorizou o bloqueio de 24 operações suspeitas, mediante pedidos de autorização prévia, que correspondiam a 1,8 mil milhões em kwanzas (1,9 milhões de euros) e a 323,8 milhões em euros, em 2022.

O Relatório Anual UIF 2022, citado pela Lusa, salienta ainda que a instituição autorizou as entidades sujeitas a suspenderam as referidas operações.

De acordo com o documento, mais de 45% dos referidos pedidos foram confirmados pelo órgão competente, que terá aberto os respetivos processos de investigação.

A divulgação deste relatório permitirá às instituições públicas e privadas terem conhecimento das acções implementadas pela UIF no período de 2022, as quais visavam melhorar o Sistema Nacional de Prevenção e Combate ao Branqueamento de Capitais e Financiamento ao Terrorismo, refere a Unidade de Informação Financeira, no mesmo documento.

Quanto aos pedidos de informações emitidos e recebidos pela UIF, durante o ano de 2022, a entidade refere que emitiu um total de 65 à instituições nacionais e obteve o feedback de 48.

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