Geraldo Martins reconduzido em decreto presidencial como PM da Guiné-Bissau

O Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, reconduziu, esta Terça-feira, Geraldo Martins no cargo de primeiro-ministro do Governo de iniciativa presidencial, anunciou a Presidência guineense através de um decreto. Geraldo Martins é vice-presidente do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), que lidera a coligação Plataforma Aliança Inclusiva (PAI - Terra Ranka),…
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Decreto exarado hoje por Umaro Sissoco Embaló, mantém Geraldo Martins no cargo de primeiro-ministro do país, devendo, por isso, nesta condição, liderar o futuro Governo de iniciativa presidencial.
Economia

O Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, reconduziu, esta Terça-feira, Geraldo Martins no cargo de primeiro-ministro do Governo de iniciativa presidencial, anunciou a Presidência guineense através de um decreto.

Geraldo Martins é vice-presidente do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), que lidera a coligação Plataforma Aliança Inclusiva (PAI – Terra Ranka), que venceu as últimas eleições legislativas na Guiné-Bissau, realizadas em Junho passado.

O decreto, lido por Fernando Delfim da Silva, conselheiro político do chefe de Estado, surge depois de Sissoco Embaló ter anunciado a dissolução do parlamento guineense, em 04 de Dezembro, após confrontos militares que considerou tratar-se de uma tentativa de golpe de Estado.

O líder do PAIGC e da coligação PAI-Terra Ranka, Domingos Simões Pereira tem rejeitado que tenha ocorrido qualquer tentativa de golpe de Estado e afirmou que o parlamento não pode ser dissolvido à luz da Constituição do país. Simões Pereira, que também é presidente do parlamento, prometeu retomar as sessões parlamentares na próxima Quarta-feira, dia 13.

A Constituição da República da Guiné-Bissau, no seu artigo 84, proíbe a dissolução da Assembleia Nacional Popular nos 12 meses posterior à sua eleição, sendo que as últimas se realizaram a 04 de Junho do ano em curso.

Desde que o chefe de Estado anunciou a dissolução do parlamento e a demissão do Governo, Geraldo Martins manteve-se em silêncio e a gerir os assuntos correntes do país, conforme a solicitação de Umaro Sissoco Embaló.

Quando deu posse, da primeira vez, a Geraldo Martins, no dia 08 de Agosto passado, enquanto nome proposto pela coligação PAI- Terra Ranka para liderar o Governo saído das eleições, Sissoco Embaló disse que não haveria problemas de coabitação entre os dois por serem “pessoas amigas de há longa data”. “Conheço Geraldo Martins há mais de 30 anos”, disse então o Presidente guineense.

Um PM ‘apaixonado assumido’ pelo sector da educação

Político do círculo restrito de amizade do líder do PAIGC, Domingos Simões Pereira, Geraldo Martins licenciou-se em química e física, na Moldávia, e mais tarde, já em Bissau, em Direito pela Faculdade de Direito, tendo ainda concluído um mestrado em Gestão e Políticas Públicas numa universidade de Londres, Inglaterra.

Embora tenha sido ministro da Economia e Finanças da Guiné-Bissau, por diversas vezes, a grande paixão de Geraldo Martins, como o próprio o admite, é a condução de políticas no setor da Educação, pasta que também já liderou no governo guineense. Foi também ministro da Ciência e Tecnologias do país.

Entre 2005 e até entrar para o Governo do PAIGC, em 2014, Geraldo Martins foi quadro sénior do Banco Mundial, responsável pelos dossiês de desenvolvimento humano de 25 países subsaarianos, entre os quais Cabo Verde, Guiné-Bissau e Senegal.

Considerado idealizador técnico do “Terra Ranka” (Terra arranca), Geraldo Martins disse acreditar que a aplicação dos objectivos preconizados neste programa trará o desenvolvimento da Guiné-Bissau.

Numa entrevista à Lusa para assinalar os 100 dias da governação, em finais de Novembro passado, Geraldo Martins afirmou estar convicto de que seria desta vez que um Governo eleito na Guiné-Bissau iria concluir o seu mandato.

Geraldo Martins toma posse ainda na tarde desta Terça-feira, na Presidência da República em Bissau.

*Com Lusa

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