Guiné Bissau e o Fórum para a Salvação Democrática

Na capital guineense, mais precisamente no Hala hotel, um dos auditórios esteva repleto de militantes de várias cores políticas que testemunharam o rubricar do acordo do Fórum para a Salvação da Democracia. O FPSD é o resultado de um acordo assinado entre o movimento “Kumba lanta” que congrega o PRS e APU-PDGB, e o MADEM-G15”,…
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Os três líderes partidários à testa deste fórum exigem a reabertura e funcionamento da Assembleia Nacional Populara e a realização das eleições presidenciais ainda no ano de 2024
Economia

Na capital guineense, mais precisamente no Hala hotel, um dos auditórios esteva repleto de militantes de várias cores políticas que testemunharam o rubricar do acordo do Fórum para a Salvação da Democracia.

O FPSD é o resultado de um acordo assinado entre o movimento “Kumba lanta” que congrega o PRS e APU-PDGB, e o MADEM-G15”, partidos estes que outrora faziam parte dos aliados do Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló.  No entanto Braima Camará afirmou ter já recebido uma carta por parte da Aliança PAI- Terra Ranka, deixando assim aberto as portas para todos os outros partidos, afirmando que “nós somos democratas, mesmo todos juntos somos poucos para resolver o conjunto de desafios que nos interpelam, por isso abrimos as portas para todas as formações políticas com assento parlamentar, para encontrar mos uma saída para a situação em que nos encontramos”.

O FPSD tem como primeiro objetivo criar as condições sine quo non entre os órgãos de soberania, promovendo o respeito pela Constituição. Os três líderes partidários à testa deste fórum exigem a reabertura e funcionamento da Assembleia Nacional Popular; que o Supremo Tribunal de Justiça tenha uma nova direção eleita pelos juízes; a Comissão Nacional de Eleições deve ser reconstituída; a realização das eleições presidenciais ainda no ano de 2024 e o fim dos espancamentos e da liberdade de expressão perpetuada dentro e fora do país.

Fernando Dias, presidente interino do PRS, também vice-coordenador do FPSD, sublinhou na sua intervenção de que as eleições devem ser realizadas no final do ano de 2024 para que o próximo presidente possa tomar posse em fevereiro de 2025, pois o mandato é de 5 anos. Reitera ainda que “a lei é conjunta e deve ser comprida por todos e não à justa vontade de cada um.”  Por outro lado, assevera que o único golpe de Estado a ter lugar no país, só pode ser nas urnas ao contrário do que se propala. Dias prossegue, dizendo que a liberdade de expressão e critica aos dirigentes, é um ato normal e, nunca podem ser associados a golpes de Estado. Acrescenta, que só quem não está preparado para receber críticas é que insinua que podem existir intenções e tentativas de subversão da ordem constitucional.

Por sua vez o ex-Primeiro Ministro e líder do APU-PDGB, pede para seguir o exemplo da vizinha república senegalesa, mostrando que o povo deve sair à rua tal como os senegaleses lutaram com sucesso para fazer valer os direitos democráticos e, que está disposto a dar a sua vida pela democracia “Observamos os irmãos senegaleses a lutarem pela democracia. Diommaye Faye saiu da prisão para se tornar Presidente da República e neste processo pela luta da liberdade, muitos irmãos senegaleses perderam a vida, quero dizer que estou disposto a dar a minha vida pela democracia, se preciso for”

 No final o último orador, Braima Camará pediu desculpas aos guineenses “nós somos menos de 2 milhões de habitantes, não é normal sermos um bicho de 7 cabeças, por isso peço desculpas ao povo guineense, mas estamos aqui para salvar a democracia guineense através deste fórum” Já interpelado pelos jornalistas quanto à situação vigente no país, camará afirma: “A democracia está em causa sim, neste momento na Guiné-Bissau, é preciso que o Homem guineense se sinta livre, de quais quer medos e ameaças e nos enquanto atores políticos temos essa responsabilidade, daí a criação deste fórum que serve para a união dos líderes, para refletir e trabalharmos em conjunto em uma só frente”

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