Os lucros do moçambicano Moza Banco, intervencionado em 2016, cresceram 13% em 2023, para 1,5 milhões de euros, o segundo ano consecutivo de contas positivas e após uma forte recuperação do crédito vencido.
“Este desempenho reflecte o aumento na geração de receitas, impulsionado pela eficaz estratégia de recuperação de crédito vencido, e a contínua estratégia de optimização dos custos operacionais e de investimento, evidenciando uma melhoria significativa de eficiência operacional”, lê-se na mensagem do presidente do conselho de administração do Moza Banco, João Figueiredo, no relatório e contas de 2023.
De acordo com o documento, o Moza Banco, o quinto maior do país – que em 2016 passou a ser liderado pela sociedade gestora do fundo de pensões dos trabalhadores do Banco de Moçambique, quando tinha o português Novo Banco como um dos principais accionistas (49%), sucessor do Banco Espírito Santo -, apresentou um resultado líquido de 101,8 milhões de meticais (1,5 milhões de euros) e viu o número de clientes crescer num ano 12,4%, para 242.565.
“Este crescimento advém, fundamentalmente, do aumento do volume de negócios, aliado a uma gestão rigorosa de custos e investimentos. Este desempenho reflecte a eficácia das estratégias implementadas, orientadas para a sustentabilidade e o fortalecimento da posição competitiva do banco no mercado”, lê-se no relatório e contas.
Trata-se do segundo ano consecutivo em que o Moza Banco apresenta lucros, depois do resultado líquido positivo de 90,1 milhões de meticais (1,3 milhões de euros) em 2022, que então inverteu os prejuízos – que se acumulavam desde 2016 – de 1.381 milhões de meticais (20,2 milhões de euros) no exercício de 2021.
O Banco de Moçambique colocou este ano o Moza Banco entre as duas instituições financeiras designadas como “quase” sistémicas, conforme listagem divulgada este mês.
“De sublinhar que esta performance, contudo, foi alcançada permanecendo fiéis ao compromisso de desenvolver a nossa actividade em consonância com o rigor e prudência que caracterizaram os exercícios anteriores, o que nos conduziu a resultados muito positivos no exercício”, refere o presidente do banco, citado pela Lusa.





