Acesso às divisas condiciona expansão internacional da Standard Gestão de Activos

A Standard Gestão de Activos (SGA) aguarda por uma alteração legislativa que permita avançar com investimentos em activos nos mercados internacionais, numa altura em que o acesso às divisas constitui um dos principais constrangimentos à concretização dessa estratégia, revelou esta Segunda-feira, em Luanda, o CEO da instituição, António Catana. Ao intervir num almoço com jornalistas…
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CEO da Standard Gestão de Activos, António Catana, defende a diversificação dos investimentos, incluindo em activos africanos, para ampliar as oportunidades de aplicação do capital angolano.
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A Standard Gestão de Activos (SGA) aguarda por uma alteração legislativa que permita avançar com investimentos em activos nos mercados internacionais, numa altura em que o acesso às divisas constitui um dos principais constrangimentos à concretização dessa estratégia, revelou esta Segunda-feira, em Luanda, o CEO da instituição, António Catana.

Ao intervir num almoço com jornalistas dedicado ao mercado de capitais, o responsável explicou que a instituição pretende alargar as alternativas de investimento disponíveis para os seus clientes, incluindo a possibilidade de aplicação de recursos em fundos e outros activos no exterior, mas considera necessário que estejam reunidas as condições legais para dar esse passo.

“Os dólares que temos cá dentro ainda não podem entrar”, disse António Catana, numa referência às limitações que, segundo explicou, condicionam a aplicação de recursos nos mercados internacionais.

O gestor sublinhou que a instituição está preparada para explorar essas oportunidades, tendo em conta a presença do grupo em mais de 20 países e a possibilidade de trabalhar em articulação com equipas e especialistas de outros mercados.

A expectativa, segundo o responsável, é que a alteração legislativa aguardada permita ampliar o leque de soluções financeiras disponibilizadas aos investidores nacionais, facilitando o acesso a oportunidades que actualmente não estão plenamente ao alcance da instituição.

Diversificação para além dos mercados tradicionais

António Catana defendeu que a diversificação das carteiras de investimento não deve estar limitada aos mercados europeus e norte-americanos, considerando que África também oferece oportunidades que podem ser aproveitadas pelos investidores.

Na sua perspectiva, a estratégia de investimento deve contemplar diferentes geografias e mercados, de forma a distribuir riscos e ampliar as possibilidades de rendimento, sem excluir as oportunidades existentes no próprio continente africano.

O responsável considerou ainda que os recursos financeiros africanos podem desempenhar um papel importante no desenvolvimento das economias do continente, defendendo uma maior valorização das oportunidades de investimento disponíveis em África.

A eventual entrada do SGA nos mercados internacionais representaria, neste contexto, uma possibilidade de diversificação das carteiras dos clientes, permitindo-lhes aceder a activos e instrumentos financeiros para além das alternativas actualmente disponíveis no mercado nacional.

Mercado nacional condiciona novos produtos

Sobre o desenvolvimento do mercado de capitais angolano, o CEO da SGA reconheceu que a dimensão e a liquidez do mercado ainda impõem limitações à criação de produtos mais especializados, nomeadamente um fundo exclusivamente dedicado ao investimento em acções.

O responsável esclareceu, contudo, que a instituição já participa no mercado através de operações de compra e venda de acções e de fundos que permitem investir em diferentes instrumentos, incluindo obrigações e títulos de capital.

A estratégia passa por acompanhar a evolução do mercado e introduzir novas soluções à medida que forem admitidos mais instrumentos financeiros, entre os quais títulos de dívida privada e outros produtos que contribuam para o aprofundamento do mercado.

Literacia financeira para ampliar o acesso ao investimento

Catana destacou igualmente a importância da literacia financeira para aproximar os cidadãos do mercado de capitais e reforçar a confiança dos investidores.

Defendeu ainda o reforço das acções de divulgação e educação financeira, em articulação com a Comissão do Mercado de Capitais e outras instituições do sector, considerando que o conhecimento é fundamental para que os cidadãos compreendam as alternativas disponíveis e tomem decisões informadas.

O responsável salientou que as plataformas digitais e as redes sociais têm contribuído para atrair pequenos investidores, incluindo pessoas que anteriormente não dispunham de alternativas de aplicação das suas poupanças.

Segundo explicou, alguns clientes começaram a investir com montantes reduzidos e aumentaram progressivamente as suas aplicações, à medida que passaram a compreender melhor o funcionamento dos fundos e as oportunidades existentes.

Para António Catana, a expansão do mercado de capitais depende não apenas da criação de novos produtos, mas também de uma comunicação mais acessível, capaz de esclarecer dúvidas e demonstrar que o investimento pode começar com pequenas quantias, tendo sempre em conta os riscos associados.

O responsável reiterou, por isso, a disponibilidade do SGA para reforçar as iniciativas de divulgação, o diálogo com os jornalistas e a cooperação com as entidades do mercado, com o objectivo de promover uma maior participação dos cidadãos no sistema financeiro angolano.

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