África apela países ricos a cumprirem promessa de financiamento energético

Governantes africanos apelaram nesta Quinta-feira, 23, em Bruxelas (Bélgica), durante o Fórum Africano de Energia, aos países mais ricos do mundo para cumprirem a promessa de ajudar as nações subdesenvolvidas no processo de transição energética e na adaptação a um mundo em aquecimento. Cerca de 100 mil milhões de dólares é o valor que os…
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Cem mil milhões USD é o valor que os países mais ricos haviam prometido às Nações menos desenvolvidas para que estas pudessem efectuar uma transição energética, sem aumentar o aquecimento global.
Economia

Governantes africanos apelaram nesta Quinta-feira, 23, em Bruxelas (Bélgica), durante o Fórum Africano de Energia, aos países mais ricos do mundo para cumprirem a promessa de ajudar as nações subdesenvolvidas no processo de transição energética e na adaptação a um mundo em aquecimento.

Cerca de 100 mil milhões de dólares é o valor que os países mais ricos haviam prometido às Nações menos desenvolvidas para que estas pudessem efectuar uma transição energética, sem aumentar o aquecimento global, reduzindo os efeitos negativos ao ambiente. O financiamento estava previsto para acontecer entre 2020 e 2023, entretanto, até ao momento, nenhum valor foi entregue aos países africanos.

“O que estamos a pedir às grandes economias é que analisem as nossas condições. Estaríamos preparados no caso final para interromper a exploração, se tivéssemos o apoio financeiro mínimo de que precisamos”, referiu o ministro das Infra-estruturas e Recursos Naturais de São Tomé e Príncipe, Osvaldo Abreu, citado pela Reuters.

O ministro são-tomense reitera que “precisamos deste petróleo […] e o que precisamos é que eles cumpram as suas promessas, porque não vimos nada até agora”.

Na mesma linha, outros responsáveis do continente berço presentes no Fórum Africano de Energia, defenderam que as Nações mais ricas não devem deixar que as preocupações com as emissões que causam as mudanças climáticas atrapalhem os projectos de energia, incluindo combustíveis fósseis, porque dizem acreditar que as sanções e os fluxos reduzidos da Rússia que fizeram os países europeus lutarem para reforçar os seus stocks de energia em outros lugares, “são uma bênção”, já que a crise energética aumenta a inflação e alimenta os temores de recessão..

“Na COP27, esperamos que o G7 e todos os países desenvolvidos considerem na transição energética permitir que os países africanos desenvolvam gás que financie electricidade para os nossos cidadãos e ajudem a industrializar os nossos países”, afirmou o vice-ministro do Petróleo e gás do Senegal, Cheikh Niane.

A próxima reunião da cúpula da COP27 vai acontecer de 7 a 18 de Novembro deste ano, no Egipto, país exportador de gás natural e que assumiu a presidência das negociações climáticas da ONU na Grã-Bretanha. Espera-se que o evento possibilite a realização de acordos para o financiamento de projectos de combustível e energia, especialmente aqueles que respeitem o clima.

Jaime Pedro

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