África deve mobilizar os instrumentos políticos, diplomáticos, financeiros e institucionais disponíveis para prevenir os conflitos antes que estes evoluam para guerras, bem como trabalhar para pôr termo, no mais curto espaço de tempo possível, aos conflitos já existentes, apelou este Domingo, 30, em Luanda, o Presidente da República de Angola.
João Lourenço defendeu esta posição ao intervir na Sessão Extraordinária da União Africana, dedicada ao reforço dos mecanismos de prevenção e resolução de conflitos em África
O Chefe de Estado considerou necessário melhorar os instrumentos existentes para prevenir conflitos, mediar crises e assegurar a implementação das decisões colectivamente adoptadas pelos países africanos.
O Presidente angolano manifestou a convicção de que a sessão deve constituir um ponto de viragem nos esforços para activar plenamente os mecanismos existentes de prevenção e resolução de conflitos no continente.
João Lourenço defendeu ainda que os trabalhos conduzam à adopção de medidas concretas, com responsabilidades claramente definidas e mecanismos eficazes de acompanhamento.
Sublinhou que a paz não constitui apenas uma condição para o desenvolvimento económico e a dignidade dos povos, mas também para a estabilidade dos Estados e a concretização da Agenda 2063, “A África que Queremos”.
O Chefe de Estado apelou, igualmente, à responsabilidade colectiva na criação de condições que permitam às futuras gerações viver num continente livre de guerras e conflitos armados violentos, mais integrado, próspero e seguro.
João Lourenço manifestou, por último, o desejo de que os debates sejam francos e construtivos, orientados para decisões capazes de contribuir efectivamente para a construção de uma África mais pacífica e estável.





