O Papa Leão XIV considerou nesta Sexta-feira, em Douala, a capital económica dos Camarões, que o continente africano precisa de ser libertada da chaga da corrupção.
“E, para um jovem, essa consciência deve consolidar-se desde os anos de formação, graças ao rigor moral, ao desinteresse e à coerência de vida dos seus educadores e professores. Dia após dia, fundai os alicerces indispensáveis para a construção de uma coerente identidade moral e intelectual”, disse.
Ciente da questão migratória que seduz os jovens a buscar mudar de continente devido a uma realidade social e política marcada por muitos desafios e da dificuldade de conseguir ter esperança num contexto onde abunda a corrupção, o líder da Igreja Católica Apostólica Romana, citado pelo Vatican News, convidou os estudantes a tornar-se construtores do futuro e de um mundo mais justo e mais humano.
“Convido-vos, a responder com um ardente desejo de servir o vosso país e de colocar, em benefício dos vossos concidadãos os conhecimentos que aqui estais a adquirir”.
“Eis a razão de ser da vossa Universidade, fundada há trinta e cinco anos para formar pastores de almas e leigos empenhados na sociedade: são estes os testemunhos de sabedoria e de equidade que o continente africano precisa”, continuou o Papa, acrescentando um repto aos docentes: “a vossa função é fundamental, por isso encorajo-vos a encarnar os valores que desejais transmitir, sobretudo a justiça, a equidade, a integridade e o sentido de serviço de responsabilidade”, completou.
Leão XIV considerou, igualmente, que “África e o mundo precisam de pessoas que se empenhem em viver segundo o evangelho e em colocar as suas competências ao serviço do bem comum”, não traindo “este nobre ideal” e sendo “além de guias intelectuais”, mas também “modelos cuja exatidão científica e honestidade pessoal eduquem a consciência dos vossos alunos”.
Por outro lado, o Santo Padre lembrou a importância da consciência que os jovens possuem, que deve ser consolidada “desde os anos de formação, graças ao rigor moral, ao desinteresse e à coerência de vida dos seus educadores e professores” e completou “fundai os alicerces indispensáveis para a construção de uma coerente identidade moral e intelectual”, pois “ao dardes testemunhos da verdade” estará a ser criado um ambiente em que a excelência académica se une naturalmente “à retidão humana”.
“Não desvieis a vossa atenção: é um serviço à verdade e a toda a humanidade. Sem este esforço educativo, a adaptação passiva às lógicas dominantes será confundida com competência e a perda de liberdade com progresso”, sintetizou, noutro momento, quando falava aos estudantes sobre a erosão dos pontos de referência morais.
Enquanto estiver em solo angolano, o Papa Leão XIV vai estar presente em várias actividades na capital, no Icolo e Bengo e na Lunda-Sul, particularmente Saurimo.





