Ambientalistas alertam para urgência de respostas coordenadas aos desafios ambientais em Angola

Angola continua a enfrentar desafios estruturais ligados à gestão de resíduos, ao saneamento básico, à ocupação desordenada do solo, à poluição urbana e à crescente pressão sobre os recursos naturais, alertou o presidente da Academia de Ambiente e Sustentabilidade, José Silva. As preocupações foram apresentadas durante a conferência de imprensa de lançamento do Encontro Nacional…
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Gestão de resíduos, saneamento deficiente, expansão urbana desordenada e pressão sobre os recursos naturais continuam entre os principais desafios ambientais de Angola, indicam os especialistas.
Economia

Angola continua a enfrentar desafios estruturais ligados à gestão de resíduos, ao saneamento básico, à ocupação desordenada do solo, à poluição urbana e à crescente pressão sobre os recursos naturais, alertou o presidente da Academia de Ambiente e Sustentabilidade, José Silva.

As preocupações foram apresentadas durante a conferência de imprensa de lançamento do Encontro Nacional dos Ambientalistas (ENA) 2026, iniciativa que pretende promover o debate em torno das principais questões ambientais do país e reforçar o papel dos ambientalistas na preservação dos ecossistemas nacionais.

Segundo José Silva, o acelerado crescimento das cidades angolanas ocorre num contexto em que a sociedade, particularmente os jovens, demonstra uma consciência cada vez maior sobre as questões ambientais e exige soluções concretas que garantam melhores condições de vida para as futuras gerações.

O responsável defendeu ainda que a sustentabilidade deve deixar de ser encarada como um entrave ao desenvolvimento económico. Pelo contrário, considerou que representa uma oportunidade estratégica para impulsionar cidades mais organizadas, fortalecer a economia, criar empregos verdes, estimular a inovação tecnológica e promover uma maior inclusão social.

Para o biólogo Belmiro Pascoal, Angola atravessa uma fase determinante da sua trajectória ambiental, numa altura em que os desafios existentes já não permitem respostas fragmentadas ou sucessivos adiamentos.

“O ENA 2026 afirma-se como uma plataforma nacional de convergência, onde o Estado, o sector empresarial, a academia e a sociedade civil assumem, em conjunto, a responsabilidade de estruturar respostas concretas para o país. Este encontro não é simbólico. É um ponto de viragem”, afirmou.

Belmiro Pascoal acrescentou que o futuro ambiental de Angola dependerá menos dos discursos e mais da capacidade de implementar acções coordenadas e sustentadas, defendendo que este é o momento para alinhar estratégias, tomar decisões e avançar para a execução.

O Encontro Nacional dos Ambientalistas decorrerá entre os dias 11 e 13 de Junho. A sessão principal terá lugar na Escola Nacional de Administração e Políticas Públicas (ENAPP), reunindo especialistas, estudantes, representantes institucionais e activistas para debater temas ligados à sustentabilidade, educação ambiental, alterações climáticas e conservação do meio ambiente.

O encontro surge num contexto em que os desafios ambientais assumem uma relevância crescente para a competitividade económica, a qualidade de vida das populações e a capacidade do país de assegurar um desenvolvimento sustentável a longo prazo.

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