O Governo angolano reiterou a ambição nacional de ascender à posição de segundo maior produtor mundial de diamantes até 2030, a mensagem foi transmitida pelo secretário de Estado para os Recursos Minerais, Jânio Corrêa Victor.
Durante o 41.º Congresso Mundial do Diamante da Federação Mundial das Bolsas de Diamantes (WFDB), realizado em Singapura, o governante enfatizou que a meta será sustentada por reformas estruturantes, pela atracção de investimento e por parcerias estratégicas com empresas de referência internacional.
Segundo um comunicado do Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás (MIREMPET) a que a FORBES ÁFRICA LUSÓFONA teve acesso, na sua intervenção, o gestor do sector destacou que o país é actualmente o terceiro maior produtor mundial de diamantes, em volume e valor.
No entanto, Victor reafirmou o compromisso de Angola com uma indústria diamantífera assente na transparência, na sustentabilidade e na geração de valor para as comunidades.
Jânio apontou a mina do Luele, na Lunda Sul, como principal impulsionadora do crescimento da produção diamantífera nacional e realçou o potencial da futura mina do Chiri, operada pela Rio Tinto.
O governante angolano reafirmou ainda o compromisso de Angola com a transparência e a rastreabilidade, evidenciado pela participação no Processo Kimberley, pela adesão à ITIE e pela parceria com o Instituto Gemológico da América (GIA).
“Um diamante extraído em Angola, certificado pelo Processo Kimberley, verificado pela ITIE, transaccionado através da Bolsa de Diamantes de Angola e comercializado por um membro da WFDB representa uma cadeia de valor e custódia que nenhuma alternativa sintética pode replicar. Angola está empenhada em construí-la, protegê-la e partilhá-la com todos os membros desta Federação. Aguardamos com expectativa uma parceria duradoura”, afirmou.
Por outro lado, refere o documento, o impacto social dos diamantes naturais foi outro dos temas centrais da intervenção, portanto, o secretário de Estado destacou o contributo do sector para o emprego, a formação profissional e o desenvolvimento das comunidades produtoras, realçando o papel da Fundação Brilhante e do Pólo de Desenvolvimento do Diamante de Saurimo na criação de valor acrescentado e na transformação local dos diamantes.
Já no plano comercial, indicou a Sociedade de Comercialização de Diamantes de Angola (Sodiam), como um instrumento estratégico para reforçar a rastreabilidade e a transparência na comercialização dos diamantes angolanos.
Reiterou igualmente o compromisso do país com o Acordo de Luanda, através da contribuição de 1% das receitas de diamantes brutos para a promoção internacional do diamante natural.
Entretanto, salienta o comunicado, ao encerrar a sua intervenção, Jânio Corrêa Victor convidou a comunidade diamantífera mundial a participar na Conferência Internacional de Minas e Diamantes, a realizar-se em Luanda, em Novembro, reafirmando o compromisso do país com uma indústria mais transparente, sustentável e geradora de desenvolvimento.





