Angola encaixa 9,5 milhões de euros com exportação de petróleo no primeiro trimestre

Os cofres de Estado angolano absorveram, nos primeiros três meses deste ano, cerca de 9,5 milhões de euros, resultantes das exportações de petróleo bruto, com a subida do preço médio das ramas a compensar a descida ligeira do volume exportado, de acordo com dados do Ministério dos Recursos Minerais Petróleo e Gás, apresentados esta Terça-feira,…
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Dados do Ministério dos Recursos Minerais Petróleo e Gás do país revelam que, no primeiro trimestre de 2022, o país exportou mais de 98 milhões de barris de petróleo bruto.
Economia

Os cofres de Estado angolano absorveram, nos primeiros três meses deste ano, cerca de 9,5 milhões de euros, resultantes das exportações de petróleo bruto, com a subida do preço médio das ramas a compensar a descida ligeira do volume exportado, de acordo com dados do Ministério dos Recursos Minerais Petróleo e Gás, apresentados esta Terça-feira, 26.

Os dados revelam ainda que, no período, o país exportou mais de 98 milhões de barris de petróleo bruto, a um preço médio de 103 dólares por barril, que resultou numa receita bruta na ordem de 10,5 milhões de dólares, pouco mais de 9 milhões de euros.

O volume exportado representa uma diminuição de 0,21% comparativamente ao trimestre homólogo do ano passado e de 0,40% em relação ao último trimestre de 2021. Verificou-se também um aumento de 67% no preço médio das ramas angolanas, quando comparado ao período homólogo (30% face ao trimestre precedente de 2021).

Citado pela Lusa, o consultor do secretário de Estado para os Petróleos e Gás, Gaspar Sermão, justificou que o preço do brent foi influenciado por vários factores, com realce para o conflito entre a Rússia e a Ucrânia, “que elevou o risco de escassez de oferta de petróleo bruto”, bem como a decisão dos países que integram a OPEP+ de manter o nível de aumento regular da oferta.

Do volume total exportado, que teve como principais destinos a China (64%), a Índia (10%) e a França (5%), 26,22% pertence à Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis e 15,54% à petrolífera estatal Sonangol.

Quanto às companhias internacionais, destacou-se a francesa TotalEnergies (12,74%), seguindo-se a Esso (9,56%), Eni (9,35%), BP (6,82%), SSI (6,73%), Equinor (5,84%) e Chevron (5,80%).

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