Angola explora apenas 5% das terras aráveis, revela Governo

Angola utiliza actualmente apenas cerca de 5% das suas terras aráveis, um indicador que evidencia o enorme potencial ainda por explorar no sector agrícola e os desafios que persistem para transformar a agricultura num dos principais motores da diversificação económica do país. A vice-presidente da República, Esperança da Costa, defendeu esta Quinta-feira um reforço do…
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Angola continua longe de aproveitar um dos seus maiores activos económicos. Para a vice-presidente da República, Esperança da Costa, o desafio passa agora por transformar o potencial por explorar em produção, através de mais investimento e financiamento agrícola.
Economia

Angola utiliza actualmente apenas cerca de 5% das suas terras aráveis, um indicador que evidencia o enorme potencial ainda por explorar no sector agrícola e os desafios que persistem para transformar a agricultura num dos principais motores da diversificação económica do país.

A vice-presidente da República, Esperança da Costa, defendeu esta Quinta-feira um reforço do investimento, do crédito agrícola e de reformas no ambiente de negócios para acelerar a produtividade nacional e aumentar a competitividade da economia.

As declarações foram feitas no final de uma visita guiada à 41.ª edição da Feira Internacional de Angola (FILDA 2026), que decorre na Zona Económica Especial (ZEE).

“Nós, em termos de terras aráveis, estamos a utilizar apenas 5% daquilo que são as nossas potencialidades reais”, afirmou a governante, sublinhando que a margem de crescimento da produção agrícola continua a ser significativa.

Apesar de reconhecer que a produção nacional tem vindo a aumentar nos últimos anos, Esperança da Costa considerou que o país necessita de aprofundar o investimento no sector agrícola, reforçar o apoio ao empresariado e ampliar o acesso ao crédito agrícola. Defendeu igualmente a implementação de soluções administrativas que contribuam para melhorar o ambiente de negócios e estimular o investimento privado.

“Para que, de facto, possamos elevar cada vez mais a produtividade nacional, ser mais competitivos e ter acesso aos mercados globais, sobretudo aos países de maior rendimento económico, contribuindo para o fortalecimento da nossa economia”, afirmou.

Numa leitura económica, as declarações da vice-presidente reforçam a estratégia do Executivo de reduzir a dependência do sector petrolífero, apostando na agricultura como um dos pilares da diversificação económica, da substituição de importações e do aumento das exportações não petrolíferas. Contudo, os números apresentados demonstram que o potencial produtivo do país continua amplamente subaproveitado.

Durante a visita à FILDA, Esperança da Costa destacou igualmente o papel da juventude na apresentação de soluções inovadoras, elogiando a criatividade demonstrada pelos jovens expositores e defendendo um maior investimento na capacitação das novas gerações como factor essencial para o desenvolvimento económico.

A vice-presidente salientou ainda os progressos registados na expansão da matriz energética baseada em fontes renováveis, considerando que esta aposta constitui um elemento central da estratégia de transição energética de Angola.

Segundo a governante, o reforço da produção de energias limpas permitirá mitigar os efeitos das alterações climáticas, reduzir a utilização de combustíveis fósseis e contribuir para o cumprimento dos compromissos nacionais e internacionais assumidos pelo país no domínio da governação ambiental.

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