Angola tem grandes necessidades de financiamento, diz Fáusio Mussá

Angola tem grandes necessidades de financiamento em momentos que o preço do petróleo cai, disse esta Terça-feira, 01, em Luanda, o economista-chefe do Standard Bank para Angola, Moçambique e República Democrática do Congo. Fáusio Mussá, que falava na 1.ª edição do Briefing Económico de 2026, referiu que devido à elevada exposição do país à volatilidade…
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Economista-chefe do Standard Bank para Angola, Moçambique e República Democrática do Congo defende que melhorias no ambiente de negócios podem ajudar a diversificar as exportações.
Economia

Angola tem grandes necessidades de financiamento em momentos que o preço do petróleo cai, disse esta Terça-feira, 01, em Luanda, o economista-chefe do Standard Bank para Angola, Moçambique e República Democrática do Congo.

Fáusio Mussá, que falava na 1.ª edição do Briefing Económico de 2026, referiu que devido à elevada exposição do país à volatilidade do preço do petróleo é importante manter um rácio de cobertura de importação acima da média.

“É necessário um progresso substancial nas reformas para a diversificação económica, para reduzir a exposição à volatilidade do preço do petróleoˮ, defendeu.

De acordo com o economista, que abordava “Angola, estabilização macroeconómica num contexto de elevada volatilidade do preço do petróleoˮ, afirmou que a fraca produção petrolífera e o subsídio aos combustíveis limitam os ganhos do choque petrolífero.

Fáusio Mussá entende que a prudência nas políticas monetária e fiscal devem ser mantidas para apoiar a estabilidade macroeconómica.

“Melhorias no ambiente de negócios podem ajudar a diversificar as exportações e a reduzir a dependência nas importaçõesˮ, argumentou.

Os pressupostos do OGE 2026 e do Cenário Fiscal, segundo sustentou, denotam uma política fiscal prudente, risco de derrapagem fiscal, no contexto do ciclo eleitoral.

O responsável destacou a dívida pública abaixo do limite de sustentabilidade de 60% do PIB, para conter a pressão do serviço de dívida.

O economista-chefe do Standard Bank para Angola, Moçambique e República Democrática do Congo sinalizou que a estabilidade cambial e o subsídio aos combustíveis permitem a redução da inflação, e o corte das taxas de juro.

Durante a intervenção, Mussá elencou o crescimento do PIB suportado pelo sector não petrolífero, mas com forte dependência na receita petrolífera (acima de 92% do total das exportações e perto de metade da receita do Estado).

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