Autoridades da educação em Angola negoceiam financiamento com BM e BAD

O Ministério da Educação (MED) e o Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação (MESCTI) de Angola estão a negociar com o Banco Mundial (BM) e o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) planos de financiamento para projectos específicos a desenvolver nos respectivos sectores. De acordo com o secretário de Estado para o Ensino Superior,…
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Secretário de Estado para o Ensino Superior explica que o dinheiro servirá para criação de oferta formativa pós-graduada e formação de profissionais ao nível de mestrado e doutoramento.
Economia

O Ministério da Educação (MED) e o Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação (MESCTI) de Angola estão a negociar com o Banco Mundial (BM) e o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) planos de financiamento para projectos específicos a desenvolver nos respectivos sectores.

De acordo com o secretário de Estado para o Ensino Superior, Eugénio Adolfo Alves da Silva, que avançou a informação aos jornalistas à margem da 2ª Edição do Fórum Tecnologia e Educação- realizado há dias, em Luanda, o financiamento se destinará à formação profissional, criação de oferta formativa pós-graduada, formação de profissionais ao nível de mestrado e doutoramento.

“São somas realmente avultadas e que podem ajudar a formar estes profissionais, a desenvolver a tecnologia, a criar oferta formativa no país, a nível de cursos de graduação e pós-graduação que possam contribuir para formação de profissionais aqui no país”, referiu o responsável.

Eugénio da Silva realçou a importância que a educação tem no desenvolvimento tecnológico, considerando ser um processo através do qual se promove a transmissão e assimilação do conteúdo científico, tecnológico, modelos e técnicas que fazem parte do curriculum.

“Portanto a educação é o factor mais importante de formação e capacitação do capital humano. Do ponto de vista tecnológico, os estudantes de hoje devem ter conhecimento de tecnologia que possam usá-la e até desenvolvê-la para aplicar de acordo com as necessidades da economia, produção, desenvolvimento científico e tecnológico do país”, frisou.  

Sobre as dificuldades da educação à distância, o secretário de Estado para o Ensino Superior angolano explicou que “o novo paradigma” que se pretende abraçar implica que as instituições sejam capazes de apresentar um projecto de formação, neste âmbito, em vários cursos que obedeça algumas condições, “que passam por ter infra-estrutura tecnológica adequada, garantia do sistema viável de internet, profissionais, quadros gestores e docentes capacitados”.

*Napiri Lufánia

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