O Banco central moçambicano baixou a sua principal taxa de juro, denominada “taxa MIMO”, de 15 para 14,25%, justificando com a perspectiva da inflação a manter-se em um dígito no médio prazo.
“Esta decisão é sustentada pelas contínuas consolidações das perspectivas de inflação em um dígito a médio prazo, num contexto em que as incertezas associadas às projecções mantêm-se favoráveis”, afirmou o governador do Banco de Moçambique, Rogério Zandamela, no decorrer da apresentação das medidas tomadas pelo regulador financeiro do país.
Além da tomada desta decisão, segundo a Lusa, o Banco de Moçambique voltou a fazer uma avaliação positiva da evolução do risco sistémico.
“As perspectivas de inflação mantêm-se em um dígito no médio prazo e, em Junho de 2024, a inflação anual manteve-se estável, ao fixar-se em 3% após 3,1% em Maio”, notou o governador.
De acordo com Rogério Zandamela, a pressão sobre o endividamento público interno mantém-se elevada. “O endividamento público interno, excluindo os contratos de mútuo e locação e as responsabilidades em mora, situou-se em 377,9 mil milhões de meticais (5,4 mil milhões de euros), o que representa um aumento de 65, 6 mil milhões (948,6 milhões de euros) em relação a dezembro de 2023”, declarou.
*Napiri Lufánia





