O Banco Mundial (BM) apontou que a Economia de Timor-Leste está estável, mas cada vez mais frágil, pois o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) não petrolífero deverá rondar os 4,1% em 2026, moderando para 4,0% a médio prazo.
De acordo com as políticas actuais do mais recente relatório do BM, espera-se que o consumo privado se mantenha resiliente, sustentado por gastos públicos contínuos.
“O investimento privado é, por tanto, provável que permaneça limitado e concentrado na construção civil, comércio a retalho e hotelaria, com pouco movimento para bens comercializáveis ou para melhoramento de setores de produtividade”, lê-se no relatório, denominado “Elevando o nível: Como a adesão à ASEAN Pode Apoiar a Transformação Económica de Timor-Leste”.
No entanto, o documento refere que o crescimento a este ritmo e composição, historicamente gerou pouca criação de emprego formal e fracos ganhos de produtividade. É por essa razão que será insuficiente absorver a força de trabalho jovem e em rápido crescimento de Timor-Leste.
Cenários de reforma acelerada que melhorem a eficiência do investimento público, indica o BM, estimulem o investimento privado e expandam os sectores comercializáveis com grande intensidade de força de trabalho poderiam elevar o crescimento não petrolífero para mais de 5% e sustentar um modelo de crescimento mais sustentável.
Os riscos fiscais dominam as perspectivas a médio prazo.
Por outro lado, aponta o relatório, as projecções actuais pressupõem uma ligeira descida da despesa de 113% do PIB para cerca de 107% até 2030, mas mesmo este ajuste modesto é optimista. Os gastos correntes, especialmente os salários e as transferências, ainda representam 81% do orçamento e serão politicamente difíceis de conter antes das eleições de 2027-2028.
Os investimentos de capital continuam limitados pelas baixas taxas de execução, limitando o seu impacto no crescimento. Sem medidas decisivas de reformas, o esgotamento do Fundo do Petróleo, poderá obrigar a uma austeridade orçamental abrupta e prejudicial.





