Bancos angolanos obrigados a ter representação nos 164 municípios do país

As instituições bancárias angolanas, consideradas de “importância sistémica” têm até nove meses para abrir, pelo menos, um ponto de atendimento em cada uma das sedes de município do país. A obrigatoriedade vem expressa no aviso nº18/2022 do Banco Nacional de Angola (BNA), que refere ainda que a modalidade de representação, cuja escolha dependerá dos bancos,…
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Instrutivo do Banco Nacional de Angola aplica-se às instituições bancárias consideradas "de importância sistémica" e tem como limite para a conformidade o dia 30 de Junho do próximo ano.
Economia

As instituições bancárias angolanas, consideradas de “importância sistémica” têm até nove meses para abrir, pelo menos, um ponto de atendimento em cada uma das sedes de município do país.

A obrigatoriedade vem expressa no aviso nº18/2022 do Banco Nacional de Angola (BNA), que refere ainda que a modalidade de representação, cuja escolha dependerá dos bancos, pode ser através de um balcão fixo, móvel, centros de auto-atendimento ou a contratação de agente bancário.

São oito as instituições bancárias que actuam no mercado nacional consideradas de importância sistémica, e que estão abrangidas pelo novo instrutivo do BNA, designadamente o Banco Angolano de Investimentos (BAI), o Banco de Poupança e Crédito (BPC), Standard Bank, Millennium Atlântico, Banco Sol, Banco Económico (BE), BIC e Banco de Fomento Angola (BFA).

Entretanto, o Banco Nacional de Angola informa que as demais instituições financeiras bancárias podem aderir a norma de forma voluntária.

O documento, publicado no website do BNA, determina que as instituições bancárias devem definir um horário de funcionamento e atendimento diferenciados em função das características da população em cada município, bem como operacionalizar os balcões, visando a cobertura de mais de um município, com garantias de horários diferenciados de atendimento e que reflictam as necessidades dos clientes.

O banco central angolano justifica a medida com a necessidade de continuar o esforço de aumento da inclusão financeira, considerando a sua importância e contribuição para o desenvolvimento económico e social do país, de forma a facilitar o acesso da população aos serviços bancários.

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