A ENDIAMA foi distinguida, esta Sexta-feira, 24, com o Prémio Forbes Responsabilidade Social 2026, na categoria Sector Público Empresarial, em reconhecimento pelo investimento estruturante no ensino superior através da construção de um campus universitário na Lunda-Norte.
A empresa superou, na mesma categoria, a TAAG – Linhas Aéreas de Angola e o Porto do Lobito, destacando-se pela escala e impacto do projecto, num contexto em que a responsabilidade social no sector público empresarial tende a evoluir para intervenções de longo alcance.
O projecto premiado corresponde à construção de um campus universitário na cidade do Dundo, implantado numa área de 91.485 metros quadrados e financiado integralmente pela ENDIAMA, com um investimento superior a 69 milhões de dólares. A infra-estrutura foi inaugurada a 14 de Agosto de 2025 pelo Presidente da República, João Lourenço.
O complexo integra duas faculdades – Direito e Economia – e dispõe de 87 salas de aula, com capacidade para acolher cerca de 2.906 estudantes por turno (manhã, tarde e noite), perfazendo uma capacidade global superior a 8.000 alunos. O projecto posiciona-se como uma resposta concreta à necessidade de expansão do ensino superior no país, particularmente em regiões fora dos grandes centros urbanos.
Mais do que uma infra-estrutura académica, o investimento reflecte uma estratégia orientada para o desenvolvimento do capital humano nas zonas de exploração mineira, contribuindo para a diversificação económica e para a fixação de quadros qualificados nas províncias.
Liderada por José Ganga Júnior, a ENDIAMA, fundada em 1981, assume-se como concessionária exclusiva do subsector diamantífero em Angola, actuando na prospecção, exploração e comercialização de diamantes.
Nos últimos anos, o sector tem sido alvo de reformas estruturais, centradas na abertura a novos projectos de prospecção, na revisão da política de comercialização de diamantes e no desenvolvimento de infra-estruturas de suporte, incluindo energia e agricultura, essenciais para a sustentabilidade da actividade mineira.
Internamente, a empresa tem vindo a reforçar a aposta no capital humano, contando com cerca de 500 trabalhadores e implementando programas contínuos de formação e capacitação, numa estratégia que visa responder aos desafios técnicos e operacionais do sector.





