Confederação de empresas moçambicanas atira-se contra medidas do executivo de recuperação da crise

Um grupo de empresas moçambicanas e seus respectivos donos manifestaram-se contra as políticas do Governo do país de recuperação da crise. Representados pela Confederação das Associações Económicas de Moçambique, os empresários consideram “lentas e insuficientes” as medidas estatais tomadas para a mitigação das crises que têm afectado a economia do país. Este posicionamento foi tornado…
ebenhack/AP
Líderes empresariais em Moçambique dizem existir, no seio da classe, a percepção de que os programas do Executivo de combate a crise são lentos e insuficientes.
Economia Negócios

Um grupo de empresas moçambicanas e seus respectivos donos manifestaram-se contra as políticas do Governo do país de recuperação da crise. Representados pela Confederação das Associações Económicas de Moçambique, os empresários consideram “lentas e insuficientes” as medidas estatais tomadas para a mitigação das crises que têm afectado a economia do país.

Este posicionamento foi tornado público, recentemente, pelo líder associativo, Agostinho Vuma, durante a 17ª Conferência Anual do Sector Privado (CASP), o maior encontro de homens de negócios de Moçambique.

“Existe no seio do sector empresarial a percepção de que estes programas, planos e estratégias não têm estado a ser implementados com a devida celeridade e eficácia”, declarou Agostinho Vuma.

Para Vuma, as medidas tomadas pelo Executivo para mitigar o efeito das diversas crises nas empresas e garantir a sua recuperação, crescimento e robustez são insuficientes.

Assim, os empresários moçambicanos defendem que, para a recuperação das empresas, são necessárias medidas que promovam o rápido pagamento das dívidas do Estado às pequenas e médias empresas e celeridade no desembolso do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA).

Na prática, os profissionais e os patrões do empresariado moçambicano defendem a rápida liquidação dos compromissos financeiros do Estado junto dos operadores económicos. “Uma das formas de apoiar a fortificação das pequenas e médias empresas é o reforço da sua tesouraria”, destacou Agostinho Vuma.

O responsável assinalou que o sector privado tem “crédito avultado” devido ao fornecimento de bens e serviços ao Estado e o incumprimento nos reembolsos é responsável pela descapitalização das empresas.

De soluções não é tudo. Agostinho Vuma aponta ainda a superação de constrangimentos de ordem logística  como um passo essencial para a revitalização do setcor produtivo nacional. Vuma defendeu igualmente o aprofundamento do diálogo em torno de decisões com impacto nas empresas visando a salvaguarda dos interesses do sector produtivo e da economia.

Mais Artigos