As eleições presidenciais deste Domingo em São Tomé e Príncipe deverão ser “as mais pacíficas de sempre”, segundo a missão de observação eleitoral da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que diz ter encontrado no terreno um ambiente sem “crispações” nem confrontos preocupantes durante o primeiro dia de acompanhamento do processo eleitoral.
A avaliação foi feita pelo chefe da missão, João Bernardo de Miranda, antigo ministro das Relações Exteriores de Angola, no final do primeiro dia de observação no terreno.
“No primeiro dia a percepção é boa do que já foi feito e terá de ser feito. Sem crispações e sem confrontos preocupantes, a nossa missão tem vindo a registar bons sinais de que estas eleições serão as mais pacíficas de sempre”, afirmou.
O diplomata manifestou ainda o desejo de que o acto eleitoral represente “uma festa da democracia”, contribuindo para o reforço da credibilidade internacional de São Tomé e Príncipe e para a consolidação das suas instituições democráticas.
A missão da CPLP, segundo a Lusa, é composta por 16 observadores, entre deputados da Assembleia Parlamentar da CPLP, diplomatas, técnicos designados pelos Estados-membros e funcionários do Secretariado Executivo da organização.
Os trabalhos prolongam-se até Quarta-feira, 22 de Julho, abrangendo a fase final da campanha eleitoral, o dia da votação, a contagem dos votos e o apuramento parcial dos resultados.
A presença da CPLP integra um esforço mais amplo de acompanhamento internacional das eleições são-tomenses, num contexto em que o país procura reafirmar a sua tradição de estabilidade democrática e de realização pacífica de processos eleitorais.
Desde 1999, a organização tem destacado missões de observação para diversos actos eleitorais nos Estados-membros, incluindo eleições em Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.
O Tribunal Constitucional validou cinco candidaturas às eleições presidenciais de 19 de Julho: Carlos Vila Nova, que procura a reeleição, Nito d’Abreu, Eugénio Tiny, Miques João e Jorge Bom Jesus, que anunciou a desistência já depois de expirado o prazo legal, mantendo, contudo, o seu nome no boletim de voto.
Segundo a Comissão Eleitoral Nacional (CEN), estão inscritos 142.191 eleitores, dos quais 121.670 residem em São Tomé e Príncipe e 20.521 pertencem à diáspora, repartida por países da Europa e de África.





