Importações de petróleo bruto africano crescem 21% em Maio

As importações de petróleo bruto africano cresceram 21% em Maio, para 3,11 mil milhões de dólares, mantendo-se como a principal categoria de importações chinesas provenientes do continente, num período marcado pelas perturbações no abastecimento através do Estreito de Ormuz, na sequência do conflito entre Israel, os Estados Unidos e o Irão. O novo regime tarifário…
ebenhack/AP
O petróleo bruto mantém-se como a principal categoria de importações chinesas provenientes do continente, num período marcado pelas perturbações no abastecimento através do Estreito de Ormuz.
Economia Negócios

As importações de petróleo bruto africano cresceram 21% em Maio, para 3,11 mil milhões de dólares, mantendo-se como a principal categoria de importações chinesas provenientes do continente, num período marcado pelas perturbações no abastecimento através do Estreito de Ormuz, na sequência do conflito entre Israel, os Estados Unidos e o Irão.

O novo regime tarifário parece, contudo, estar também a favorecer a diversificação das exportações africanas.

Segundo dados das alfândegas chinesas, as importações de amendoim descascado multiplicaram-se por 15 em maio, para 13,68 milhões de dólares, enquanto as de óleo de amendoim virgem aumentaram mais de 30 vezes e as de soja não geneticamente modificada mais de oito vezes.

As compras de café e maçãs africanas cresceram 52% e 85%, respetivamente, enquanto as importações de açúcar ultrapassaram um milhão de dólares, face a um nível residual registado em maio de 2025.

A China começou ainda a importar em escala comercial alguns produtos africanos que praticamente não figuravam nas estatísticas anteriores, entre os quais açúcar de cana, choco congelado, cravinho e sementes de orquídea.

O alargamento do regime de zero tarifas é visto como parte da estratégia de Pequim para reduzir o défice comercial africano nas relações bilaterais e reforçar os laços com o chamado Sul Global, numa altura de crescente protecionismo internacional e de agravamento das tensões comerciais com os Estados Unidos.

O comércio entre a China e África atingiu um máximo histórico de 348 mil milhões de dólares em 2025. No entanto, segundo a Lusa, o crescimento manteve-se desequilibrado: as exportações chinesas para África aumentaram 25,8%, para 225 mil milhões de dólares, enquanto as importações provenientes do continente cresceram apenas cerca de 5%, para 123 mil milhões de dólares.

Mais Artigos