O filósofo e investigador angolano Domingos da Cruz foi seleccionado para integrar o Centro de Estudos Avançados em Filosofia (GloPhi), da Universidade de Hildesheim, na Alemanha, onde vai cumprir um programa de estágio de curta duração
até este mês.
Em comunicado, a universidade explica que o investigador vai centrar as suas pesquisas em filosofia da libertação na África, filosofia política contemporânea, resistência não violenta, direitos humanos, esfera pública, teoria crítica da saúde mental
O pesquisador passa a colaborar com uma equipa internacional composta por investigadores de diversos países, como a Coreia do Sul, Japão, África do Sul, Martinica, Colômbiao , México, Nigéria, Irão, Egipto, Camarões, Itália e Índia.
Domingos da Cruz é interdisciplinar. Possui doutorado em Filosofia Contemporânea (com a mais alta distinção) pela Universidade de Zaragoza, Espanha, mestrado em Direito Internacional dos Direitos Humanos (com distinção) pela Universidade Federal da Paraíba, Brasil, e bacharelado em Filosofia e Estudos da Educação pelo CEDBES, Angola. Actualmente, é professor de Direitos Humanos na Universidade de Saint Thomas, Canadá.
De 2021 a 2023, foi pesquisador associado no Centro de Estudos Interdisciplinares em Sociedade e Cultura da Universidade Concordia, em Montreal, Canadá.
O professor é revisor permanente da Coopex , uma revista transdisciplinar (nível B1) afiliada ao Centro Universitário dos Patos (UNIFIP), Brasil. Também é membro da Rede de Pesquisa Científica de Angola (ARN), um grupo de reflexão que conecta pesquisadores multidisciplinares especializados em Estudos Angolanos.
Fundou a ONG Observatório da Imprensa de Angola, que promove valores democráticos em Angola. Em 2010, recebeu o Prémio Nacional de Direitos Humanos por suas contribuições cívicas, uma honraria instituída pela Fundação Open Society.
Recebeu o Prémio Académico em Risco em 2020 e 2022 por seu significativo impacto académico na esfera pública. Seu trabalho levou à perseguição por parte do governo angolano devido às suas opiniões sobre cultura política e direitos humanos. O prémio é financiado pelo Fundo de Resgate de Académicos do Instituto de Educação Internacional.





