Economia moçambicana sobe 1,7% pelo terceiro trimestre consecutivo

A economia moçambicana cresceu 1,7% entre Abril e Junho de 2026, pelo terceiro trimestre consecutivo, depois de ter atravessado quatro trimestres seguidos de contracção na sequência da crise pós-eleitoral, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). O INE, mostra uma aceleração em relação ao início deste ano. O Produto Interno Bruto (PIB) tinha…
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Em Julho, o Governo de Moçambique reduziu de 2,8% para 0,59% a previsão de crescimento económico para este ano, atribuindo a revisão aos efeitos das inundações. No segundo trimestre, foram os serviços que mais cresceram.
Economia

A economia moçambicana cresceu 1,7% entre Abril e Junho de 2026, pelo terceiro trimestre consecutivo, depois de ter atravessado quatro trimestres seguidos de contracção na sequência da crise pós-eleitoral, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

O INE, mostra uma aceleração em relação ao início deste ano. O Produto Interno Bruto (PIB) tinha crescido 0,1% no primeiro trimestre. A mudança de tendência começou nos últimos três meses de 2025, quando a economia cresceu 5,1%. O resultado pôs fim a quatro trimestres consecutivos de contracção.

A sequência negativa começou depois das eleições gerais de Outubro de 2024 e acompanhou os protestos pós-eleitorais, que provocaram mortes, destruição de infra-estruturas e interrupções na actividade de empresas.

A recuperação iniciada no final do ano passado atravessou, entretanto, outro choque. As cheias de Janeiro afectaram cerca de 724 mil pessoas em Maputo, Gaza, Inhambane, Sofala, Manica e Zambézia.

Em Julho, o Governo de Moçambique reduziu de 2,8% para 0,59% a previsão de crescimento económico para este ano, atribuindo a revisão aos efeitos das inundações. No segundo trimestre, foram os serviços que mais cresceram. O sector terciário avançou 2,5%, com hotéis e restaurantes a registarem uma expansão de 14,5% e os Serviços Financeiros de 4,2%.

O sector primário cresceu 1,8%. Agricultura, pecuária, caça, silvicultura e exploração florestal avançou 2% e a indústria extractiva 1,7%. A agricultura mantém o maior peso na economia, com 31,6% do PIB e a indústria extractiva representa 15%.

Já os transportes, armazenagem e comunicações 8% e comércio e serviços de reparação 7,3%. No entanto, a indústria não acompanhou a recuperação.

O sector secundário caiu 6%, arrastado pela contracção de 11,2% da indústria transformadora. A electricidade, gás e distribuição de água cresceu 7,1% e a construção 0,8%. Entretanto, o consumo final aumentou 7,9%, resultado de uma subida de 8,4% no consumo privado e de 6,5% no público.

De acordo com os dados, as exportações cresceram 5,1% e as importações 3,1%. A formação bruta de capital recuou 16% à segunda metade de 2026 com três trimestres consecutivos de crescimento, mas com comportamentos diferentes entre os sectores, serviços e agricultura expandiram-se entre Abril e Junho, enquanto a indústria transformadora permaneceu em contracção.

 

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