Educação em Angola deve tirar proveito das novas tecnologias

A tecnologia, quando aliada à educação, pode ser muito proveitosa para um país como Angola, “que enfrenta muitas dificuldades ultrapassáveis com recursos tecnológicos”, defendeu, há dias, em Luanda, Zacarias Santiago Kinkelas, coordenador da 2ª edição do “Fórum Tecnologia e Educação”, durante o evento realizado na passada semana. “Reunimos várias empresas, várias instituições que estão a…
ebenhack/AP
Especialistas debateram em Luanda as tendências e as boas práticas do sector da educação, com recurso às novas tecnologias.
Economia

A tecnologia, quando aliada à educação, pode ser muito proveitosa para um país como Angola, “que enfrenta muitas dificuldades ultrapassáveis com recursos tecnológicos”, defendeu, há dias, em Luanda, Zacarias Santiago Kinkelas, coordenador da 2ª edição do “Fórum Tecnologia e Educação”, durante o evento realizado na passada semana.

“Reunimos várias empresas, várias instituições que estão a trazer soluções tecnológicas para, de alguma forma, ajudar a melhoria do ensino em Angola”, frisou.

Durante dois dias, especialistas debateram as tendências e as boas práticas do sector da educação, com recurso às novas tecnologias. O objectivo é fazer com que as pessoas comecem a ter um olhar diferente sobre a importância da educação e como se pode melhorar por vias das novas tecnologias.

“Somos chamados a nos relacionarmos com pessoas de todo o mundo. A pandemia da Covid-19 veio trazer esta visão e dimensão internacional. É importante que nós, de alguma forma, olharmos para aquilo que é o contexto nacional, olhar para várias dificuldades que temos a nível nacional e conseguirmos debater para melhoria do sistema de ensino”, defendeu Zacarias Kinkelas.

Questionado como é que a tecnologia e a educação podem juntas contribuir para a inclusão de alunos com necessidades especiais, o coordenador do fórum afirmou que “a tecnologia hoje em dia traz soluções para tudo”. “Existem ferramentas que olham para questões de crianças com situações vulneráveis, ou estudantes com autismo. A tecnologia consegue trazer um engajamento melhor”, frisou.

O jovem empreendedor considera o Fórum Tecnologia e Educação como “um palco” para interagir e ver as soluções que possam melhorar o sistema de ensino nas variadas áreas. “Hoje o ensino, no geral, tem estado a sofrer mutações. Existem aqui especialistas na matéria que estão a debater sobre essas questões ligada ao autismo, software de desenvolvimento para ajudar e apoiar as crianças com deficiências e debilidades”, realçou.

O evento foi prestigiado pelo docente e ex-vice-Presidente da República, Bornito de Sousa, que foi um dos prelectores, e do Secretário de Estado do Ensino Superior de Angola, Eugénio da Silva.

*Napiri Lufánia

Mais Artigos