Eleições em Angola são notícia nos sites internacionais

As eleições gerais em Angola não estão a passar despercebidas pela imprensa internacional. Vários meios de comunicação destacam o momento político e económico que se vive no país numa altura em que 14 milhões de eleitores são chamados a exercer o direito de voto às quais o candidato do MPLP, João Lourenço, concorre a um…
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As redes de notícias destacam o momento político que se vive em Angola no dia, em que, cerca de 14 milhões eleitores vão a votos para escolher o novo presidente e o os membros do parlamento.
Economia

As eleições gerais em Angola não estão a passar despercebidas pela imprensa internacional. Vários meios de comunicação destacam o momento político e económico que se vive no país numa altura em que 14 milhões de eleitores são chamados a exercer o direito de voto às quais o candidato do MPLP, João Lourenço, concorre a um segundo mandato, enquanto Adalberto Costa Júnior encabeça a oposição em nome da UNITA.

Na página online do britânico The Guardian, pode ler-se que os “observadores descreveram esta eleição como um momento existencial para Angola e um teste para a democracia na faixa da África Subsaariana”. O The Guardian faz ainda um retrato dos dois principais candidatos – João Lourenço pelo MPLA e Adalberto Costa Júnior pela UNITA – e destaca o facto de o país contar com uma população muito jovem, mais de 60% tem menos de 24 anos, o que poderá ditar o desfecho eleitoral.

Também o Washington Post não ficou indiferente às eleições em Angola, referindo que “esta campanha eleitoral foi notavelmente pacífica, com poucos incidentes de violência. Tanto Lourenço quanto Costa Júnior concentraram-se em falar sobre as suas questões, e não em atacar as outras partes”. Além de descrever o perfil dos candidatos destaca o facto de, pela primeira vez, os angolanos residentes no estrangeiro terem a possibilidade de participar nestas eleições.

A página online do France 24 lembra que “após cinco anos de recessão devido à queda do preço do petróleo e à pandemia de Covid-19, o país voltou a ter um crescimento económico relativo em 2021, mas o milagre prometido pelo Presidente João Lourenço está longe de se concretizar e a economia do país luta para se diversificar”.

A agência espanhola Efe destacou as declarações que o até agora chefe de Estado João Lourenço proferiu quando exerceu o direito de voto esta manhã na Universidade Lusíada de Angola, em que incentivou os angolanos a votar porque “é a democracia que vence”. O órgão de comunicação espanhol lembra ainda que João Lourenço “concorre a um segundo mandato [de cinco anos] nas eleições gerais desta quarta-feira, que se apresentam como as mais competitivas desde a introdução do sistema democrático multipartidário em 1992”.

A CNN International sublinha que “os eleitores da nação africana rica em petróleo de Angola vão às urnas na quarta-feira para decidir quem vai liderar o país: o partido que está no poder há quase cinco décadas, ou uma oposição que promete um novo começo especialmente para os jovens descontentes”.

A mesma rede de notícias salienta que as eleições presidenciais decorrem em simultâneo com as eleições para o parlamento angolano de 220 membros. A CNN cita alguns analistas que defendem que este ato eleitoral “é menos sobre a história do país e mais sobre as pessoas que estão a lutar para sobreviver e que se sentem decepcionadas com os seus líderes”. E faz ainda menção ao falecimento do ex-presidente José Eduardo dos Santos, ocorrido no mês passado quando estava em tratamento em Espanha realçando que “o seu funeral será realizado no final do tenso período eleitoral”.

Quase 14,4 milhões de eleitores, de total de cerca de 33 milhões de habitantes, são chamados às urnas em 13.238 assembleias de voto compostas por 26.443 mesas, que estão abertas desde as 7 horas locais e fecham às 17:00 horas locais.

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