A Eni, empresa italiana de energia, com a sua subsidiária Eni Natural Energies sucursal em Angola, pretende expandir o “Programas de Cozinha Sustentável” para mais de 3,5 milhões de pessoas até 2030, informou esta Terça-feira, 23, o director-geral da empresa, João Maria da Silva.
“Hoje, anunciamos a expansão do nosso programa de mais de 2 milhões para mais de 3,5 milhões de pessoas alcançadas até 2030, num número crescente de províncias”, avançou o responsável da instituição ao discursar no lançamento do Programa de Compensação de Carbono da Eni.
Segundo João da Silva, desde o lançamento do programa, têm trabalhado para enfrentar um desafio muito concreto, melhorar o acesso a soluções de cozinha mais seguras, eficientes e sustentáveis.
Actualmente, Silva disse que este programa já chegou a mais de um milhão de pessoas, em seis províncias Luanda, Benguela, Cuanza Norte, Cuanza Sul e Huambo.
“Este resultado não é apenas um número, ele reflcete um impacto tangível na vida quotidiana das comunidades, redução da exposição ao fumo dentro das casas, diminuição do consumo de combustível, diminuição do tempo gasto a recolher lenha e melhoria das condições de saúde, especialmente para mulheres e crianças”, sublinhou.
No entanto, João referiu que juntamente com os parceiros implementadores, Salesianos de Dom Bosco e Medici con l’Africa CUAMM, estão a investir na capacidade local, educação e bem-estar comunitário, através de programas de formação, bolsas de estudo e actividades de sensibilização sobre nutrição e higiene para milhares de famílias.

De acordo com o director, estão também a avançar com a construção de uma nova escola de ensino médio em Cacuaco, com foco em cursos de energias renováveis e ambiente, reforçando o compromisso com a educação e a capacitação de longo prazo no país.
“O programa está a criar valor local e emprego, com mais de 260 pessoas já envolvidas na produção e distribuição e actividades comunitárias”, frisou.
A empresa inaugurou hoje um novo centro de produção fogareiros que irá conseguir assim mais do que triplicar a sua capacidade de produção anterior no país, o novo centro irá apoiar as crescentes necessidades de todo o programa de Cozinha Limpa em Angola, reforçando as actividades realizadas com os parceiros em todo o país, segundo disse.
Por outro lado, João da Silva anunciou o lançamento de uma nova iniciativa na província de Moxico, desenvolvida em conjunto com a C4 EcoSolutions e implementada com o apoio da Diocese de Luena, no entanto, este projecto representa uma iniciativa estratégica de longo prazo para Angola, focada na agricultura sustentável e na restauração de ecossistemas degradados.
“Através de práticas agroflorestais e melhoria da gestão do solo, o projecto irá restaurar os ecossistemas, reforçar a segurança alimentar, reforçar a resiliência climática e criar novas oportunidades socioeconómicas para as comunidades locais”, garantiu o responsável da Eni.
Entretanto, assegurou, o projecto envolverá cerca de 20 mil agricultores, apoiará a restauração de 40mil hectares de terra e gerará até 700 empregos no pico das operações. Contudo, disse que estas duas iniciativas juntas refletem uma abordagem onde o acesso à energia, a protecção ambiental e o desenvolvimento local estão interligados e se reforçam mutuamente.




