Ensino superior reduz 50 mil vagas em Angola no próximo ano académico

O ensino superior em Angola terá 283.500 vagas no ano académico 2026/27, menos 50 mil do que no ano anterior, numa redução directamente relacionada com o processo de avaliação externa e acreditação de cursos, anunciou o secretário de Estado para o Ensino Superior, Eugénio Alves da Silva. Do total de vagas autorizadas, 21.700 serão disponibilizadas…
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A oferta de ensino superior em Angola vai encolher no ano académico 2026/27, com 283.500 vagas autorizadas, enquanto a procura continua elevada nas instituições públicas, onde cinco candidatos disputam, em média, cada vaga. As aulas começam a 5 de Outubro.
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O ensino superior em Angola terá 283.500 vagas no ano académico 2026/27, menos 50 mil do que no ano anterior, numa redução directamente relacionada com o processo de avaliação externa e acreditação de cursos, anunciou o secretário de Estado para o Ensino Superior, Eugénio Alves da Silva.

Do total de vagas autorizadas, 21.700 serão disponibilizadas pelas instituições públicas, enquanto as restantes caberão às instituições privadas. A redução da oferta ocorre num contexto de elevada procura, particularmente no ensino público, onde, segundo o governante, uma vaga é disputada, em média, por cinco candidatos.

Eugénio Alves da Silva explicou que os resultados da avaliação externa e da acreditação de cursos tiveram impacto directo no número de vagas disponíveis para o próximo ano académico.

O processo levou à suspensão, em Abril de 2025, de mais de 250 cursos por falta de condições. Os cursos não acreditados ficam impedidos de abrir vagas, ministrar formação ou admitir novos estudantes.

O Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação encontra-se, nesta fase, a fiscalizar as instituições para garantir o cumprimento da suspensão e impedir novas admissões nos cursos abrangidos.

A redução da oferta representa não apenas uma alteração quantitativa no número de vagas, mas também o efeito directo de uma política de controlo das condições de funcionamento e da qualidade da formação ministrada pelas instituições de ensino superior.

A actual rede é composta por 31 instituições públicas e 75 privadas, distribuídas pelas 21 províncias, que disponibilizam um total de 1.305 cursos.

A pressão sobre a capacidade de absorção do sistema é particularmente visível no sector público. Com apenas 21.700 vagas previstas para 2026/27 e uma procura que chega a cinco candidatos por cada lugar, o acesso às instituições públicas continuará a constituir um dos principais desafios para os candidatos ao ensino superior.

Paralelamente à revisão da oferta, o Governo afirma estar a reforçar a qualificação do corpo docente. O subsistema conta actualmente com cerca de 1.300 professores, dos quais 12% são doutorados, 40% possuem mestrado e 48% são licenciados.

Segundo Eugénio Alves da Silva, existe uma aposta contínua na formação pós-graduada dos docentes, com o objectivo de elevar progressivamente a proporção de professores com mestrado e doutoramento.

O ano académico 2026/27 terá abertura oficial a 2 de Outubro, enquanto o início das aulas está marcado para 5 de Outubro.

 

Com Lusa

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