Estudo alega falta de transparência na Administração Pública da Guiné-Bissau

Um estudo sobre a perceção que os utentes e os funcionários públicos têm sobre os serviços do Estado, dá conta que a Administração Pública da Guiné-Bissau tem falta de transparência e é um lugar de influência partidária. O estudo, denominado “Diagnóstico Situacional, funcionamento da Administração Pública da Guiné-Bissau: percepção de servidores e utentes”, foi coordenado…
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Um estudo denominado “Diagnóstico Situacional, funcionamento da Administração Pública da Guiné-Bissau, considera os serviços públicos daquele país como "um espaço de nepotismo e de troca de favores.
Economia

Um estudo sobre a perceção que os utentes e os funcionários públicos têm sobre os serviços do Estado, dá conta que a Administração Pública da Guiné-Bissau tem falta de transparência e é um lugar de influência partidária.

O estudo, denominado “Diagnóstico Situacional, funcionamento da Administração Pública da Guiné-Bissau: percepção de servidores e utentes”, foi coordenado pelo politólogo Rui Jorge Semedo, e elaborado pelas organizações não-governamentais Tininguena e Liga Guineense dos Direitos Humanos, com o apoio financeiro do Fundo das Nações Unidas para o Desenvolvimento e do Fundo de Consolidação da Paz.

De acordo com algumas das conclusões do documento, os utentes e servidores públicos da Guiné-Bissau têm noção de que a administração pública é um lugar de “prestação de serviços e não de favores”, mas consideram-na como um “lugar onde estão ausentes os princípios da transparência, legalidade, impessoalidade e eficiência”.

Outra das perceções dos utentes e servidores públicos é de que a Administração Pública é um “espaço de nepotismo e de troca de favores, de entradas irregulares, com falta de recursos humanos e meios materiais, onde não se cumprem as regras administrativas e se pagam baixos salários e sem progressão de carreira”.

Uma segunda parte do estudo monitorizou a Administração Pública e concluiu que não há aplicação das leis em vigor o que “tem transformado a administração pública numa estrutura pesada, ineficaz, disfuncional e pouco transparente, sobretudo em relação aos seus objetivos fundamentais de assegurar a transparência e garantir eficiência na prestação de serviços”.

Alguns elementos, segundo o estudo, que têm contribuído para aquela conclusão são o elevado número de funcionários que não entrou por concurso público e o desconhecimento da legislação da administração pública.

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