Executivo de São Tomé e Príncipe deve receber 2,7 milhões USD do FMI

A República de São Tomé e Príncipe viu aprovado, pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), a quarta revisão do Programa de Financiamento Ampliado (EFF) implementado no país, do qual o Estado deve absorver um desembolso imediato de 2,7 milhões de dólares. O desembolso deverá ser aplicado na ajuda ao desenvolvimento do país e na recuperação pós-pandémica,…
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A luz do Programa de Financiamento Ampliado (EFF), o país lusófono beneficiará de imediato de cerca de 2,7 milhões USD, ao abrigo do Extended Credit Facility.
Economia

A República de São Tomé e Príncipe viu aprovado, pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), a quarta revisão do Programa de Financiamento Ampliado (EFF) implementado no país, do qual o Estado deve absorver um desembolso imediato de 2,7 milhões de dólares.

O desembolso deverá ser aplicado na ajuda ao desenvolvimento do país e na recuperação pós-pandémica, devido à queda das receitas e a paralisação de grande dos sectores de actividade.

“A decisão do conselho de administração do FMI permite um desembolso imediato de cerca de 2,7 milhões de dólares a São Tomé e Príncipe, para ajudar a cumprir as necessidades de financiamento, apoiar a despesa social e a recuperação pós-pandémica”, lê-se no comunicado do órgão de Bretton Woods enviado aos jornalistas e reproduzido pela Lusa.

De acordo com a cronologia de intervenção do FMI, o programa de ajustamento financeiro foi aprovado em Outubro de 2019 e prevê uma ajuda financeira de 18,15 milhões de dólares, dos quais 15,1 milhões de dólares já foram desembolsados.

“A estabilidade macroeconómica foi mantida e o desempenho ao abrigo do programa [Extended Credit Facility, ECF, na sigla em inglês] tem sido constante, apesar de a pandemia ter adiado algumas reformas estruturais”, acrescenta o FMI.

Os técnicos do Fundo destacaram o “excepcional apoio internacional e as rápidas acções das autoridades”, considerando que isso ajuda a lidar com os impactos socioeconómicos e sanitários da pandemia, mas não melhora a perspectiva de evolução, que é “ensombrada pelo impacto da guerra na Ucrânia, que deverá colocar a economia sob pressão”.

A economia de São Tomé e Príncipe abrandou o crescimento para 1,8% em 2021, face aos 3% registados em 2020, mas a perspectiva continua favorável, diz o FMI.

“O crescimento deverá aumentar para 2,3% este ano e 2,8% em 2023. As projecções de crescimento são menores que as da terceira revisão do programa, devido ao impacto das inundações na agricultura e no comércio, mas deverão chegar aos 4% a médio prazo, apoiadas em melhores infra-estruturas e no forte potencial do turismo”, diz o Fundo.

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