A Expo-Bengo 2026 entra na segunda edição com a ambição de superar os resultados alcançados em 2025, aumentar a participação empresarial e movimentar mais de 700 milhões de kwanzas em negócios, reforçando o papel do certame na promoção da produção nacional, atracção de investimento e criação de novas oportunidades económicas na província do Bengo.
Lançada oficialmente pelo Governo Provincial do Bengo, a segunda edição da feira decorrerá de 8 a 11 de Outubro, no Mercado do Panguila, reunindo empresas, produtores, empreendedores e investidores de diferentes sectores da economia nacional e participantes internacionais.
O director do Gabinete Provincial para o Desenvolvimento Económico Integrado, Pedro Barros Katendi, revelou que a edição de 2025 movimentou cerca de 675 milhões de kwanzas em volume de negócios, tendo contribuído para a criação de 745 empregos, dos quais 445 directos e aproximadamente 300 indirectos.
A primeira edição contou com 355 expositores, ocupou uma área de aproximadamente 20 mil metros quadrados e recebeu cerca de 25 mil visitantes durante os quatro dias de maior movimentação.
Foram ainda comercializadas cerca de 200 toneladas de produtos diversos, com a indústria transformadora a representar 28% do volume de negócios, o comércio e serviços 25%, a agricultura e agropecuária 20%, a banca e serviços 10% e os restantes sectores 17%.
Com a participação dos 12 municípios do Bengo, seis províncias convidadas — Luanda, Cabinda, Namibe, Zaire, Huíla e Benguela — e representantes internacionais da Nigéria, Uganda e Cabo Verde, a Expo-Bengo 2025 marcou uma primeira experiência de forte integração empresarial. O Grande Prémio da edição foi atribuído à empresa SINO ORD.
Meta de 450 expositores
Para 2026, a organização pretende elevar para 450 o número de expositores, contra os 355 registados no ano anterior.
Segundo o administrador-geral da empresa C. CALAS, Inocêncio Quipungo, responsável pela produção do evento, o crescimento da participação empresarial obrigou à preparação de uma estrutura maior, com três pavilhões.
Um dos espaços terá maior dimensão e será dedicado ao sector industrial, enquanto outro será reservado aos municípios, permitindo a exposição de produtos do campo, máquinas e equipamentos.
A organização prevê ainda a participação de empresas das províncias de Luanda, Uíge e Zaire, bem como representantes internacionais da República Democrática do Congo, Sérvia e China.
Diversificação económica em destaque
O vice-governador, José Francisco Bartolomeu Pedro, destacou a importância da Expo-Bengo enquanto plataforma de aproximação entre produtores, compradores, investidores e consumidores, considerando o evento um instrumento de dinamização da actividade económica.
A edição de 2026 terá uma componente multissectorial, abrangendo áreas como agricultura, pecuária e pescas, indústria, comércio, logística, construção civil, energia, ambiente, banca, seguros, tecnologias de informação, hotelaria e turismo, entre outras.

O governante defendeu a necessidade de ampliar a participação empresarial e as oportunidades de negócio, com vista a transformar o certame numa referência de promoção económica e de investimento na província.
A Expo-Bengo 2026 pretende igualmente contribuir para a diversificação da economia, valorização da produção nacional e fortalecimento do tecido empresarial, incentivando a participação de empresas instaladas no Bengo e de outras regiões do país.
Investimento acima de 700 milhões de kwanzas
Além do aumento do número de expositores, a organização estabeleceu como uma das principais metas da edição de 2026 a captação de investimentos superiores a 700 milhões de kwanzas, esperando igualmente alcançar um volume de negócios acima dessa fasquia.
A meta representa um desafio para a segunda edição do certame, sobretudo tendo em conta os 675 milhões de kwanzas movimentados em 2025, e traduz a expectativa de que o aumento da participação empresarial e a presença de operadores nacionais e internacionais contribuam para ampliar as transacções comerciais.
Com estes objectivos, a Expo-Bengo 2026 procura afirmar-se como uma plataforma de promoção da produção nacional, captação de investimento, criação de emprego, estabelecimento de parcerias comerciais e dinamização do sector empresarial, reforçando o contributo da província do Bengo para a diversificação da economia angolana.





