A falta de exemplo de sucesso a partir da agricultura em Angola inibe aposta do sector financeiro, considerou esta Quarta-feira, 12, em Luanda, o ministro da Agricultura e Florestas, Isaac dos Anjos.
“Sem voltas e sem curvas, para se chegar a um banco, tens de ir de fato, gravata e ficar seis meses a pensar como é que não vou pagar conta. Portanto, afinar-se mais na mentira para obter o crédito do que propriamente convencê-lo que aquilo é a verdadeˮ, lamentou.
O governante sustentou que, infelizmente, tem estado a bater no sector financeiro, que apresenta uma pauta de negações que começa pela segurança jurídica, evocando o titilo da terra, numa altura em tecnologia na agricultura é encarada como um vector multidirecional de trabalho no agronegócio.
Isaac dos Anjos argumentou que, em segundo lugar, os bancos não consideram o ciclo de rotação, não impõe o recurso no momento e preferem investir na parte industrial, mas depois não dão o capital de giro (recursos de curto prazo utilizados para financiar as operações correntes de uma empresa).
“A pessoa que sem capital de giro morre na praia. Então, a maior parte dos nossos créditos e dividas de quem se dedica à agricultura são consequências de não terem o capital de giroˮ, referiu Isaac dos Anjos, que falava no Fórum do Agronegócio Angola – Brasil.
O ministro da Agricultura e Florestas entende que não é possível que, com a experiência do Brasil, Angola não consiga ter uma indústria de cana-de-açúcar rentável, que sustente e gere negócios.
“Não podemos continuar a dizer que estamos felizes com a Biocom, a maior produtora de açúcar, etanol e energia eléctrica. Estamos a mentir-nos. Se não começarmos a tocar nisso, não vamos lá. Temos condições para fazer grandes pecuárias, experimentamos, metemos no caminho algum amadorismo e perdemos manadas. Houve fazendas que perderam mil cabeçasˮ, assegurou.





