Filme “Maria Victória” e duas coproduções luso-brasileiras distinguidas no Brasil

O filme português “Maria Victória”, realizado por Mário Patrocínio, conquistou o prémio de Melhor Filme, atribuído pelo público na secção Mostra Expectativa do Festival do Rio, no Brasil. A edição do certame distinguiu igualmente duas coproduções luso-brasileiras, reforçando a presença do cinema português no panorama audiovisual brasileiro. A longa-metragem, a primeira obra de ficção de…
ebenhack/AP
A longa-metragem, a primeira obra de ficção de Mário Patrocínio, aborda questões relacionadas com as dores colectivas que atravessam gerações e a relação dos portugueses com o seu país. Filmado na região da Serra da Estrela, o filme conta com a participação de Mariana Cardoso.
Life

O filme português “Maria Victória”, realizado por Mário Patrocínio, conquistou o prémio de Melhor Filme, atribuído pelo público na secção Mostra Expectativa do Festival do Rio, no Brasil.

A edição do certame distinguiu igualmente duas coproduções luso-brasileiras, reforçando a presença do cinema português no panorama audiovisual brasileiro.

A longa-metragem, a primeira obra de ficção de Mário Patrocínio, aborda questões relacionadas com as dores colectivas que atravessam gerações e a relação dos portugueses com o seu país. Filmado na região da Serra da Estrela, o filme conta com a participação de Mariana Cardoso, Miguel Borges e Miguel Nunes.

Entre as outras produções distinguidas está “A Professora de Francês”, realizada por Ricardo Alves Jr., que recebeu três prémios: Melhor Atriz, atribuído a Grace Passô, Melhor Actor Secundário, para Pedro Goifman, e Melhor Banda Sonora, para Florencia Di Concilio. A narrativa acompanha uma mulher que regressa ao bairro onde cresceu e se confronta com o fanatismo religioso.

Já o documentário “144 — Apocalipse Não”, de João Paulo Cuenca, recebeu uma menção honrosa da Associação de Correspondentes de Imprensa Estrangeira. A obra aborda os processos judiciais e as ameaças de morte que o realizador e escritor brasileiro afirma ter enfrentado após a publicação de uma sátira relacionada com Jair Bolsonaro e a Igreja Universal.

As distinções atribuídas às três produções evidenciam a participação de realizadores e produtores portugueses e brasileiros em projectos cinematográficos que cruzam diferentes experiências culturais e sociais, contribuindo para o fortalecimento da cooperação audiovisual entre os dois países.

Mais Artigos